O protesto contra a prisão preventiva do ex-presidente Jair Bolsonaro ganhou força neste domingo, 23. O movimento ocorre um dia depois de o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes determinar, como suposta medida cautelar, a transferência do líder liberal de sua residência, em Brasília, para a Superintendência da Polícia Federal (PF), também na capital federal.
Com roupas nas cores verde, amarelo e azul, os manifestantes se concentraram diante do Condomínio Vivendas da Barra, na Avenida Lúcio Costa, na Barra da Tijuca, zona sudoeste carioca. Bolsonaro é dono de uma casa no local. O protesto exibiu diversas faixas com críticas ao STF, ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva e ao vice-presidente Geraldo Alckmin.
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Bolsonaro: aliados reforçam discurso por anistia
A mobilização exibiu bandeiras do Brasil e pediu a libertação de aliados que o Judiciário mantém sob detenção por envolvimento na suposta tentativa de golpe de janeiro de 2023. Por volta das 10h, cerca de 25 pessoas estavam na região. Às 11h30, o grupo já somava aproximadamente cem pessoas.
Os cartazes pediam a saída de Lula e de Alckmin do governo. Além disso, exigiam o impeachment de Moraes. Outra faixa incentivava motoristas a buzinar em apoio ao ex-presidente. Em meio às mensagens, manifestantes repetiam que Bolsonaro é vítima de perseguição política, enquanto propunham uma nova mobilização nacional.
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No início da manhã, o clima era de tensão moderada, com distribuição de bandeiras e organização das faixas ao longo da pista. Os participantes se dividiram entre cânticos, rezas e discursos improvisados. A movimentação chamou a atenção de motoristas, que reduziram a velocidade ao passar pelo local. Com a chegada de novos grupos, o protesto ocupou toda a calçada em frente ao condomínio.
Organizadores improvisados solicitaram que os presentes mantivessem distância da via para evitar a interdição do trânsito. A Polícia Militar do Rio de Janeiro acompanhou a manifestação, mas não registrou ocorrências relevantes. Moradores da região relataram aumento no fluxo de pedestres e veículos, especialmente depois das 11h. Os manifestantes afirmaram que novas ações serão organizadas ao longo da semana.
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