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Política

'Mais um escândalo no governo Lula': políticos reagem à operação no INSS 

A Polícia Federal e a Controladoria-Geral da União deflagraram uma ação na entidade nesta quarta-feira, 23

Alessandro Stefanutto, então presidente do INSS
Alessandro Stefanutto, presidente afastado do cargo no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) | Foto: Reprodução/Arquivo Pessoal/Instagram

Opositores ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva se manifestaram nas redes sociais a respeito da operação deflagrada pela Polícia Federal (PF) nesta quarta-feira, 23, no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). O presidente da instituição, Alessandro Stefanutto, nomeado pelo petista, foi afastado do cargo por causa das investigações. 

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A Operação Sem Desconto apura um esquema nacional de descontos associativos não autorizados em aposentadorias e pensões do INSS. Estima-se que as entidades envolvidas tenham cobrado indevidamente cerca de R$ 6,3 milhões de aposentados e pensionistas de 2019 a 2024. 

Agentes da Polícia Federal (PF), em frente a prédio do INSS
Agentes da Polícia Federal (PF), em frente a prédio do INSS | Foto: Divulgação/PF

O deputado estadual gaúcho Delegado Zucco (Republicanos) referiu-se ao caso como “mais um escândalo” no governo Lula. “Enquanto milhões de brasileiros enfrentam filas e demora para receber benefícios, o dinheiro público é desviado por esquemas criminosos dentro da própria estrutura do governo”, afirmou o parlamentar, em publicação no X. “Essa é a realidade de um governo que diz defender o povo, mas que alimenta a corrupção nos bastidores.”

A deputada federal Carla Zambelli (PL-SP) também se referiu ao esquema de corrupção como uma característica intrínseca do governo petista. “Algum espanto que o escândalo envolve um indicado de lula?”

O também deputado federal Rodrigo Valadares (União Brasil-SE) disse que o escândalo de corrupção no INSS se equipara aos descobertos na Operação Lava Jato. No entanto, o esquema investigado agora tem “o agravante de roubar o dinheiro dos idosos e aposentados.”

Ex-juiz da Lava Jato, o senador Sergio Moro (União Brasil-PR) viu a operação da PF, deflagrada em conjunto com a Controladoria-Geral da União, como “pelo menos uma surpresa positiva” das duas instituições. 

“É inacreditável o quanto o roubo impera com esta gente”, afirma o deputado federal Coronel Chrisóstomo (PL-RO), em referência ao governo Lula. Segundo ele, o presidente “e sua turma” são “um câncer para a nossa nação”. 

Já o vereador da cidade de São Paulo Rubinho Nunes (União Brasil) escreveu nas redes sociais que, no governo petista, não há troca de comando. “Troca-se a fechadura do cofre”, disse. “Até aposentadoria vira fonte de propina.”

Deputado promete cobrar investigação no INSS

O deputado federal Ubiratan Sanderson (PL-RS) prometeu exigir “uma investigação rigorosa e a consequente punição de todos os envolvidos, porque não dá para aceitar mais e mais esquemas de corrupção”. 

Em vídeo divulgado nas redes sociais, ele fala que a corrupção é uma marca dos governos de esquerda no Brasil. O parlamentar cita o Mensalão e o Petrolão como exemplos. 

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5 comentários
  1. Elizabeth Pileggi
    Elizabeth Pileggi

    Nada como dar tempo ao tempo; a verdade, implacável, sempre aparece. Quem poderia imaginar que o irmão mais velho daquele que está presidente estivesse envolvido ?! A poderosa e indomável força do DNA agindo a todo vapor.
    Como disse o atual vice-presidente: o Ladrão voltaria à cena do Crime!

  2. Elizabeth Pileggi
    Elizabeth Pileggi

    Em 2019, o então presidente Jair Bolsonaro sancionou a Medida Provisória 871, que foi transformada em uma importante lei. Essa medida tinha como objetivo combater as audaciosas fraudes no INSS, especialmente relacionadas a descontos indevidos em benefícios de aposentados e pensionistas. Uma das principais e rigorosas exigências era que as entidades sindicais comprovassem, a cada dois anos, que os descontos realizados tinham autorização expressa dos beneficiários.

    Infelizmente, essa crucial lei foi revogada com o conivente apoio do PT, que atuou para atender ao insistente pedido dos sindicatos que figuram na infame lista dos fraudadores. Os desvios alarmantes somaram quase R$ 6,5 bilhões dos repasses do INSS a sindicatos. Alarmantemente, R$ 4,1 bilhões — cerca de 64% do total — foram desviados apenas em 2023 e 2024, nos dois primeiros anos do desgoverno desastroso de Luiz Inácio Lula da Silva. Como diria Diogo Forjaz: quem poderia imaginar?!

  3. FRANCOISE RODSTEIN
    FRANCOISE RODSTEIN

    Segundo a CGU começou em 2016, com Dilma. Essa maracutaia atravessou os governos Dilma, Temer, Bolsonaro e Lula. O atual diretor do INSS, que , visivelmente, estava tocando o negócio, foi nomeado pelo LULA.
    Meu palpite é que esqueceram de pagar a quadrilha do Lula.
    Pirisso que está estourando.

  4. PCC
    PCC

    Vamos ver quantos dias dura esta indignação.
    Pra mim não mais do que dois dias.

  5. Ralf Pol
    Ralf Pol

    O amigo do PSB / PDT preferiu não usar a sua ética e moralidade superiores e manteve o esquema podre e vergonhoso e absolutamente incorreto ( reconheço isso!) pra si e amigos…
    Bom assim?

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