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Política

Lula não vai apoiar nenhuma arbitrariedade da Venezuela contra a Guiana, diz ministro da Defesa

De acordo com José Múcio, o presidente brasileiro está 'tranquilo' em relação à situação que envolve os dois países vizinhos

Lula venezuela guiana | Luiz Inácio Lula da Silva recebe Nicolás Maduro, presidente da Venezuela, no Palácio do Planalto, em Brasília (29/05/2023) | Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
Luiz Inácio Lula da Silva recebe Nicolás Maduro, presidente da Venezuela, no Palácio do Planalto, em Brasília — 29/5/2023 | Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou, em reunião com o ministro da Defesa, José Múcio, que não vai tomar posição em favor de nenhum lado a respeito do conflito entre Venezuela e Guiana. O próprio Múcio falou sobre o tema na última sexta-feira, 8.

Leia também: “Bolsonaro: ‘Temos as Forças Armadas comprometidas com a democracia’

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À emissora CNN Brasil, o ministro da Defesa afirmou que Lula ressaltou que o Brasil não apoiará nenhuma arbitrariedade. Múcio acrescentou que a questão entre os dois países deve ser resolvida no campo diplomático.

“O presidente estava tranquilo”, explicou Múcio, sobre reação do petista em relação à situação envolvendo o território de Essequibo, área da Guiana que o ditador Nicolás Maduro, da Venezuela, deseja invadir. “Disse que o Brasil não apoia nem apoiará nenhum ato de arbitrariedade e que a coisa precisa ser resolvida no campo diplomático.”

Múcio também afirmou que não há elementos suficientes para confirmar um conflito armado entre Venezuela e Guiana. De acordo com ele, “a comunidade internacional vai cuidar do resto”. O ministro do governo Lula também disse que “cabe à Defesa agora monitorar suas fronteiras”.

Lula não critica Maduro publicamente

Maduro Guiana | Nicolás Maduro tem feito publicações em apoio à incorporação da região a oeste do rio Essequibo. Guiana expressou repúdio | Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
Nicolás Maduro tem feito publicações em apoio à incorporação da região a oeste do rio Essequibo; Guiana expressou repúdio | Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Enquanto o ministro da Defesa afirma que o Brasil não aceitará nenhuma arbitrariedade na América do Sul, Lula evita criticar publicamente Maduro. Algo diferente em relação a outras disputas internacionais.

Calado em relação à promessa de o ditador venezuelano invadir parte da Guiana, o petista lança críticas recorrentes às contraofensivas de Israel. Ele chegou, por exemplo, a equiparar o país ao grupo terrorista Hamas.

Em relação à questão entre Venezuela e Guiana, Lula disse que é necessário “bom senso” por parte dos dois países sul-americanos — apesar de um dos lados da história, a Guiana, não anunciar o interesse de invadir o território venezuelano.

Lula não citou nem o ditador da Venezuela nem o referendo que Maduro realizou em 3 de dezembro. Na ocasião, os eleitores venezuelanos votaram a favor das medidas que podem levar à anexação de 74% do território da Guiana. No entanto, houve baixa adesão.

Leia também: “Referendo de Maduro para anexar região da Guiana é ‘ilegal e ilegítimo’, avalia OEA”

O Exército brasileiro informou, na quarta-feira 6, que vai aumentar suas tropas militares na fronteira com a Guiana. Isso porque as Forças Armadas detectaram um aumento do número de militares venezuelanos no mesmo local. 

Leia também: “A aventura expansionista de Nicolás Maduro”, reportagem de Eugenio Goussinsky para a Edição 194 da Revista Oeste

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3 comentários
  1. Ed Camargo
    Ed Camargo

    Maduro está trapaceando. Ele diz que invasão não acontecerá, mas logo invade o país vizinho. Hitler fazia uso da mesma tática. Os indolentes acabam acreditando como fez Chamberlain a promessa de Hitler não invadir a Polônia.

  2. frederico cardoso fernandes pontes
    frederico cardoso fernandes pontes

    esse vagabundo nao tem moral para nada,

  3. Thales Augusto
    Thales Augusto

    O governo venezuelano é uma arbitrariedade, apoiá-lo já é um absurdo.

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