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Política

Lula indica ex-ministro Guido Mantega como conselheiro da Eletrobras

Governo também nomeia 3 integrantes para o conselho de administração da empresa, dos quais 1 deles pode ter conflito de interesses

Guido Mantega foi ministro da Fazenda no governo de Lula e Dilma | Foto: Reuters/Ueslei Marcelino/File Photo banco master
Guido Mantega foi ministro da Fazenda nos governos de Lula e Dilma | Foto: Reuters/Ueslei Marcelino/File Photo

O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, indicou o ex-ministro da Fazenda Guido Mantega para o conselho fiscal da Eletrobras. A decisão ocorreu pouco depois da assinatura de um acordo que amplia a influência do governo federal na empresa. O conselho fiscal é um órgão independente responsável pela fiscalização.

O governo também indicou três nomes para o conselho de administração da companhia: Silas Rondeau, Maurício Tolmasquim e Nelson Hubner. Todos já ocuparam cargos em governos do PT e se posicionaram contra a privatização da empresa. O conselho de administração define a estratégia da Eletrobras.

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Rondeau e Hubner foram ministros de Minas e Energia. Tolmasquim atuou como secretário-executivo da pasta e hoje é diretor de transição energética e sustentabilidade da Petrobras. A presença dele no colegiado levantou questionamentos no setor de energia sobre um possível conflito de interesses.

Assembleia da Eletrobras votará indicações em abril

Os indicados pelo governo federal serão submetidos à votação na assembleia-geral ordinária da Eletrobras, marcada para 27 de abril.

Inicialmente, Lula tentou indicar Mantega para a presidência da Vale. No entanto, acionistas da mineradora reagiram negativamente e ameaçaram rever investimentos no Brasil caso a nomeação fosse confirmada. Diante da resistência, o presidente recuou e, agora, direcionou o ex-ministro para o conselho fiscal da Eletrobras, onde o cargo tem remuneração mensal de R$ 13 mil.

Mantega, ex-ministro da Fazenda nos governos Lula e Dilma Rousseff (2006-2015), foi um dos principais responsáveis pela nova matriz econômica.

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Ele respondia a um processo na Operação Zelotes, acusado de interferir em julgamentos no Conselho Administrativo de Recursos Fiscais para beneficiar a empresa Cimentos Penha em um caso de R$ 57,7 milhões. No mês passado, a Justiça Federal de Brasília arquivou a ação devido à prescrição da pena.

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2 comentários
  1. R Fortes
    R Fortes

    Suponho que os investidores privados não vão tolerar mais um infiltrado a serviço do regime. Se prosperar, vamos nos preparar para mais escândalos nas páginas policiais.

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