publicidade
Política

Justiça encerra ação contra Guido Mantega no âmbito da Operação Zelotes

Juiz Antonio Claudio Macedo da Silva declarou a extinção da punibilidade contra o ex-ministro depois de a defesa pedir a prescrição do caso

Guido Mantega foi ministro da Fazenda no governo de Lula e Dilma | Foto: Reuters/Ueslei Marcelino/File Photo banco master
Guido Mantega foi ministro da Fazenda nos governos de Lula e Dilma | Foto: Reuters/Ueslei Marcelino/File Photo

A Justiça Federal em Brasília encerrou o processo contra o ex-ministro da Fazenda Guido Mantega. Ele ocupou a chefia da pasta entre 2006 e 2015, durante os governos de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Dilma Rousseff (PT).

Em decisão assinada na sexta-feira, 21, o juiz Antonio Claudio Macedo da Silva, da 10ª Vara de Brasília, declarou a extinção da punibilidade contra Mantega depois da defesa do ex-ministro solicitar a prescrição do caso.

Receba nossas atualizações

+ Leia mais notícias de Política em Oeste

Os advogados de Mantega argumentaram que o crime pelo qual o ex-ministro foi denunciado tem pena máxima de quatro anos, o que normalmente resultaria em um prazo de prescrição de oito anos.

No entanto, como o ex-ministro tem 75 anos, o Código Penal determina que, para réus acima de 70 anos na data da sentença, esse prazo é reduzido pela metade.

Mantega foi denunciado em 2018 no âmbito da Operação Zelotes, conduzida pela Polícia Federal (PF).

Mantega teria influenciado composição do Carf

De acordo com o Ministério Público Federal (MPF), ele teria influenciado a composição e o funcionamento do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf), órgão subordinado ao Ministério da Fazenda responsável por julgar recursos de empresas contra autuações da Receita Federal.

A investigação revelou que Mantega favoreceu a empresa Cimentos Penha em uma operação avaliada em R$ 57,7 milhões. Por isso, foi acusado de crime contra a ordem tributária, infração que penaliza servidores públicos que obtêm favorecimento pessoal ou de terceiros de maneira ilícita. A pena prevista varia de um a quatro anos de reclusão, além de multa.

Leia também: “Fachin arquiva inquérito sobre propinas da J&F a Renan, Jader e Mantega”

Além do ex-ministro, o empresário Victor Sandri, proprietário da Cimentos Penha, também foi denunciado sob acusações de corrupção ativa e advocacia administrativa, junto de outras 11 pessoas. O MPF solicitava a condenação dos envolvidos e a devolução dos R$ 57,7 milhões aos cofres da União.

Leia mais sobre:

0 comentários
Nenhum comentário para este artigo, seja o primeiro.
Canal Oeste
Nossos colunistas
Foto do autor J. R. Guzzo (diretor perpétuo)
J. R. Guzzo (diretor perpétuo)
Foto do autor Augusto Nunes
Augusto Nunes
Foto do autor Ana Paula Henkel
Ana Paula Henkel
Foto do autor Guilherme Fiuza
Guilherme Fiuza
Foto do autor Rodrigo Constantino
Rodrigo Constantino
Foto do autor Alexandre Garcia
Alexandre Garcia
Foto do autor Antonio Cabrera
Antonio Cabrera
Foto do autor Eugênio Esber
Eugênio Esber
Foto do autor Evaristo de Miranda
Evaristo de Miranda
Foto do autor Flávio Gordon
Flávio Gordon
Foto do autor Roberto Motta
Roberto Motta
Foto do autor Miriam Sanger
Miriam Sanger
Foto do autor Adalberto Piotto
Adalberto Piotto
Foto do autor Frank Furedi, da Spiked
Frank Furedi, da Spiked
Foto do autor Jeffrey A. Tucker.
Jeffrey A. Tucker.
Foto do autor Theodore Dalrymple
Theodore Dalrymple
Foto do autor Flavio Morgenstern
Flavio Morgenstern
Foto do autor Ubiratan Jorge Iorio
Ubiratan Jorge Iorio
publicidade
publicidade