publicidade
Política

Lula: ‘É muito bom que o povo tenha capacidade de se endividar’

Presidente defende crédito como motor do consumo e afirma que brasileiros devem contrair dívidas ‘com responsabilidade’

Lula
Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, durante assinatura da Medida Provisória referente ao Novo Desenrola Brasil | Foto: Ricardo Stuckert/PR

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que contrair dívidas faz parte da dinâmica econômica do país: “É muito bom que o povo tenha capacidade de se endividar”. 

“Também não vou falar da dívida para quem é especialista como vocês”, prosseguiu. “Eu fico olhando na cara de vocês e fico imaginando quantos de vocês estão endividados. Não quero saber no que vocês se endividaram. Mas essa é uma prática de uma grande parcela do povo brasileiro.”

Receba nossas atualizações

+ Lula se reúne com Trump nesta semana

Lula deu as declarações nesta segunda-feira, 4, durante assinatura da medida provisória referente ao Novo Desenrola Brasil, no Palácio do Planalto. O ministro da Fazenda, Dario Durigan, fez a apresentação do projeto do Executivo.

Ao falar sobre o endividamento do brasileiro, o petista argumentou que o crédito é essencial para o consumo, mas deve ser acompanhado de responsabilidade. Ele também relembrou ainda a crise financeira de 2008 para sustentar seu argumento.

“Eu fui para a televisão pedir para que o povo não tivesse medo de se endividar, mas com muita responsabilidade. Que as pessoas não deveriam gastar mais do que pudessem pagar.”

Lula alerta para o endividamento

Ao longo do discurso, Lula defendeu o consumo como parte do crescimento econômico e disse que é “extraordinário” o desejo das famílias de adquirir bens. Ao mesmo tempo, afirmou que o governo tenta equilibrar o incentivo ao crédito com o controle das dívidas.

“É importante a gente chamar a atenção para que as pessoas façam as suas dívidas e não percam de vista as suas condições de pagamento”, declarou. “Nós estamos tentando encontrar uma fórmula de tirar a corda do pescoço dessa gente, para ele voltar a respirar normal, para poder voltar a sonhar.”

O presidente também criticou o impacto do nome negativado sobre o acesso ao crédito: “Não é correto um cidadão estar com o nome sujo por causa de uma dívida de R$ 100”. “O mercado transforma esse cidadão num clandestino.”

Renegociação em massa

O presidente afirmou que o programa busca reduzir o peso de dívidas antigas e reorganizar a vida financeira das famílias.

“Nós vamos criar as condições para vocês diminuírem o endividamento e pagarem dívidas que não conseguem pagar há muito tempo.”

Ele também mencionou restrições previstas no programa: “Vocês não podem continuar jogando”. “Por isso estamos proibindo, durante um ano, o uso de recursos para apostas.”

Como funciona o Desenrola Brasil 2026

  • Programa de renegociação de dívidas com duração de 90 dias.
  • Desconto médio de até 65% nas dívidas.
  • Público: pessoas com renda de até 5 salários mínimos.
  • Abrange dívidas de: cartão de crédito; cheque especial; e crédito pessoal.

Condições

  • Juros de até 1,99% ao mês.
  • Prazo de até 48 meses para pagamento.
  • Limite da dívida renegociada: até R$ 15 mil por pessoa.
  • Uso de até 20% do FGTS (ou R$ 1 mil) para quitar débitos.
  • Bloqueio de apostas para participantes por 12 meses.

+ Leia mais notícias de Política em Oeste

Leia mais sobre:

0 comentários
Nenhum comentário para este artigo, seja o primeiro.
Canal Oeste
Nossos colunistas
J. R. Guzzo (diretor perpétuo)
Augusto Nunes
Ana Paula Henkel
Guilherme Fiuza
Rodrigo Constantino
Alexandre Garcia
Antonio Cabrera
Eugênio Esber
Eugênio Esber
Evaristo de Miranda
Flávio Gordon
Roberto Motta
Miriam Sanger
Adalberto Piotto
Frank Furedi, da Spiked
Jeffrey A. Tucker.
Theodore Dalrymple
Flavio Morgenstern
Ubiratan Jorge Iorio
publicidade
Background
NEWSLETTER
Cadastre-se e receba nossas newsletter com matérias exclusivas toda semana
Background
TELEGRAM
Cadastre-se e receba nossas newsletter com matérias exclusivas toda semana
publicidade
Background
Assine a Revista Oeste
Seja um dos brasileiros que acreditam que o bom jornalismo transforma um país.