publicidade
Política

Lula diz que não discutiu com Trump classificação de facções brasileiras como terroristas

Presidente afirma que tema não entrou na reunião na Casa Branca e defendeu estratégia internacional contra crime organizado

Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, durante Encontro com o Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump
Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, durante encontro com o presidente dos EUA, Donald Trump, na Casa Branca | Foto: Ricardo Stuckert/PR

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva negou que a classificação de facções criminosas brasileiras como organizações terroristas tenha entrado na pauta da reunião com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump

“Não foi discutido isso”, disse Lula, ao ser indagado sobre o tema. “Não discuti facção criminosa e terrorismo com o presidente Trump, não partiu dele falar de alguma facção no Brasil.”

Receba nossas atualizações

+ Lula diz que pediu a Trump liberação de vistos, e cita PL da Dosimetria

A declaração foi dada após reunião entre os dois líderes na Casa Branca nesta quinta-feira, 7, em meio a discussões nos Estados Unidos sobre a eventual designação de grupos como o Comando Vermelho (CV) e o Primeiro Comando da Capital (PCC) como organizações terroristas.

A possibilidade de enquadramento das facções como grupos terroristas tem sido tratada com cautela pelo governo brasileiro. Nos bastidores, a avaliação é de que a medida poderia abrir margem para atuação externa em território nacional.

+ Trump diz que falou com Lula sobre comércio e tarifas

Lula e Trump
Encontro entre Lula e Trump na Casa Branca durou cerca de três horas | Foto: Ricardo Stuckert/PR

Lula e Trump debatem segurança pública

Ao comentar o tema da segurança, o presidente defendeu uma abordagem mais ampla para o combate ao crime organizado e ao tráfico de drogas, criticando estratégias baseadas exclusivamente na repressão.

“Como você vai fazer um país deixar de produzir ‘coca’ (cocaína) se você não oferece uma alternativa de produto para que alguém possa plantar e ganhar dinheiro?”, indagou. “Enquanto houver gente necessitada de recursos e consumidores, não vamos parar de ter o mundo cheio de droga por tudo quanto é lado.”

+ ‘Trump disse que não pensa em invadir Cuba’, afirma Lula

Lula também afirmou ter sugerido a criação de um grupo internacional para enfrentar o crime organizado, com participação de países da América Latina e possível adesão de outras nações: “Se os Estados Unidos quiserem compartilhar e participar conosco, estarão convidados.”

O petista citou ainda a estrutura já existente no Brasil, como a base instalada em Manaus para atuação conjunta com países sul-americanos no combate ao tráfico de drogas e armas.

Leia mais sobre:

2 comentários
  1. Daniel BG
    Daniel BG

    E importa o que o Lulu diga? Ele é um palhaço internacional.
    No WSJ já podemos ler as críticas dos americanos.
    Entre elas uma que diz que “ele sabe o que é a direita”.
    Haha.

Canal Oeste
Nossos colunistas
J. R. Guzzo (diretor perpétuo)
Augusto Nunes
Ana Paula Henkel
Guilherme Fiuza
Rodrigo Constantino
Alexandre Garcia
Antonio Cabrera
Eugênio Esber
Eugênio Esber
Evaristo de Miranda
Flávio Gordon
Roberto Motta
Miriam Sanger
Adalberto Piotto
Frank Furedi, da Spiked
Jeffrey A. Tucker.
Theodore Dalrymple
Flavio Morgenstern
Ubiratan Jorge Iorio
publicidade
Background
NEWSLETTER
Cadastre-se e receba nossas newsletter com matérias exclusivas toda semana
Background
TELEGRAM
Cadastre-se e receba nossas newsletter com matérias exclusivas toda semana
publicidade
Background
Assine a Revista Oeste
Seja um dos brasileiros que acreditam que o bom jornalismo transforma um país.