O presidente Lula da Silva deve nomear Bruno Moretti como novo ministro do Planejamento e Orçamento, em substituição a Simone Tebet, provável candidata nas eleições majoritárias deste ano. A informação foi publicada nesta quarta-feira, 11, pelo jornal Folha de S.Paulo e teria como fonte interlocutores no Palácio do Planalto.
Atualmente, Moretti ocupa o cargo de secretário especial de Análise Governamental da Casa Civil da Presidência da República. Ele participa diretamente das discussões sobre medidas fiscais e sobre o Orçamento federal. Também auxilia a pasta na formulação e na análise de atos e programas do governo.
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Lula: encontros frequentes com Moretti
Integrantes da Casa Civil despacham no Palácio do Planalto e costumam manter contato direto com o presidente. Segundo um ministro ouvido pela reportagem, Moretti tem a confiança de Lula e se reúne com frequência com o presidente para tratar de diferentes temas da agenda governamental.
De acordo com auxiliares, o petista chegou a considerar outros nomes para comandar o Planejamento, justamente por avaliar que a permanência de Moretti no atual posto seria importante para o funcionamento do governo.
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Uma alternativa discutida anteriormente previa a fusão do Planejamento com o Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos, comandado por Esther Dweck, também considerada uma auxiliar de confiança do presidente.
A proposta, no entanto, foi deixada de lado diante da avaliação de que a mudança exigiria articulação no Congresso Nacional em um momento de tensão na relação entre o Executivo e o Legislativo.
A criação, fusão ou extinção de ministérios depende de alteração legal. Embora o presidente possa adotar a alternativa por meio de uma medida provisória, o texto precisa ser analisado e aprovado pelo Congresso em até 120 dias.
Servidor da carreira de planejamento e orçamento desde 2004, Moretti já ocupou diferentes cargos de direção no governo federal. Antes de assumir a secretaria na atual gestão, participou das discussões técnicas da PEC da Transição de 2022, aprovada durante o período de transição depois das eleições presidenciais. Em agosto, ele foi eleito presidente do Conselho de Administração da Petrobras.
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