O presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), comentou, nesta quinta-feira, 25, a decisão da Casa ao manter a prisão preventiva do deputado federal Chiquinho Brazão (sem partido-RJ).
O parlamentar está preso desde 24 de março por determinação do Supremo Tribunal Federal (STF). Ele é acusado de ser um dos mandantes do assassinato da vereadora Marielle Franco e de seu motorista, Anderson Gomes. Ele também é alvo de um processo de cassação no Conselho de Ética na Câmara.
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“Se não fosse a repercussão e a grandeza do caso Marielle, dificilmente esse parlamentar estaria preso”, disse Lira em entrevista a GloboNews. O presidente da Casa negou ter orientado os deputados a votarem a favor ou contra a manutenção da prisão. “Não interferi em nenhum voto”, disse.
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Contudo, ressaltou que apenas explicou aos líderes partidários o posicionamento da assessoria da Câmara com relação aos pré-requisitos da prisão preventiva de deputados. Conforme Lira, a discussão não era se Chiquinho Brazão era inocente ou culpado no caso Marielle, mas se a prisão preventiva cabia no caso do parlamentar.
Horas antes de a Câmara analisar a prisão do deputado, iniciou-se um movimento entre partidos do centrão contra a detenção. Esses parlamentares defendiam não haver flagrante de delito no caso e que haveria “falta de provas”.
Publicamente, o líder do União Brasil, Elmar Nascimento (BA), declarou que votaria contra a prisão de Chiquinho Brazão, sob argumento de que a Constituição não tem previsão de prisão preventiva para parlamentar sem flagrante de delito.





































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