O Banco Central (BC) decretou, nesta terça-feira, 18, a liquidação extrajudicial do Banco Master. A medida cria um rombo no Instituto Municipal de Previdência de Campo Grande (IMPCG), capital de Mato Grosso do Sul. O órgão tem mais de R$ 1,4 milhão aplicado em letras financeiras da instituição. As informações são do jornal Correio do Estado.
A liquidação extrajudicial ocorre em cenários de insolvência irrecuperável e risco de descumprimento de obrigações. A decisão do BC ocorreu menos de um dia depois de o Grupo Fictor manifestar interesse na compra do Master.
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IMPCG: aplicação contrariou servidores
Ainda segundo o jornal, o IMPCG poderá recuperar apenas R$ 250 mil via Fundo Garantidor de Créditos (FGC). A aplicação foi feita quando a atual vice-prefeita da cidade, Camilla Nascimento, presidia o Instituto. À época, ela contrariou a posição de conselheiros que defendiam investimentos em bancos públicos ou tradicionais.
De acordo com o jornal, balancetes mostram que cerca de R$ 1,2 milhão já estavam aplicados no Master depois a primeira operação, que ocorreu enquanto Camilla se lançava candidata a vice-prefeita. Depois disso, servidores passaram a receber intensa oferta de empréstimos e cartões do Credcesta, produto do banco.
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Camilla dirigiu o IMPCG entre 2017 e 2024. Sobre o risco das aplicações, afirmou que todo seu trabalho sempre esteve dentro da legalidade. “Meu lema é legalidade, responsabilidade e transparência”, disse em coletiva de imprensa. “Não tenho receio algum.”
A aplicação de 2023 só poderá ser resgatada depois de cinco anos. Com a liquidação do Master, o IMPCG sofre seu segundo calote. O primeiro ocorreu em 2013, com a falência do Banco Rural, que gerou prejuízo de cerca de R$ 50 milhões.
Marcos Tabosa, atual presidente do IMPCG, não comentou o assunto.
Fundos de MS também investiram no Master
Além do IMPCG, fundos de pensão dos municípios de Angélica e São Gabriel investiram R$ 2 milhões e R$ 3 milhões, respectivamente, no Master, segundo o jornal O Estado de S. Paulo. Em 2024, o IMPCG teve receita de R$ 515,3 milhões e déficit de R$ 125,5 milhões. O fundo de reserva soma R$ 46 milhões, quase todo aplicado em grandes bancos.








































Os responsáveis pelos fundo de pensões e municípios também deveriam ser presos. Por mà conduto com o dinheiro alheio.
Não existe almoço grátis, assim como, NÃO EXISTE APLICAÇÕES GRÁTIS. AÍ TEM.