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Política

Líder do PL sobe o tom com Motta por pauta da anistia: 'É o nosso limite'

Sóstenes Cavalcante (PL-RJ) afirmou que o presidente da Câmara dos Deputados deve propor discussão da urgência do projeto de lei; vídeo

José Medeiros (PL‑RS) | Foto: Bruno Spada/Câmara dos Deputados
José Medeiros (PL‑RS) | Foto: Bruno Spada/Câmara dos Deputados

O líder do Partido Liberal (PL) na Câmara dos Deputados, Sóstenes Cavalcante (PL-RJ), afirmou que o limite da legenda está estabelecido nesta quinta-feira, 24, e que o presidente da Casa, Hugo Motta (Republicanos-PB), deve reunir os líderes para debater a pauta do requerimento de urgência do Projeto de Lei pela anistia aos responsáveis pelos atos do 8 de janeiro de 2023.

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Sóstenes protocolou o pedido no dia 14 deste mês, para agilizar a tramitação, sem passar pelas comissões. Com 92 deputados, o PL é a maior bancada na Câmara, o que deve pressionar Motta para que inclua a pauta no debate parlamentar.

“O presidente Hugo Motta, até agora, tem agradado ao governo”, começou a argumentar Sóstenes. “A maioria dos presididos por Motta assinou a necessidade da urgência do PL da Anistia, um projeto humanitário. O limite do PL [partido] está estabelecido na minha fala aqui, agora. O tempo agora acabou. Ou ele pauta, junto com os líderes, o projeto da anistia, ou o PL chegou ao limite com ele.”

Contudo, apesar da pressão na fala de Sóstenes, o líder do Partido Liberal afirmou a jornalistas, nesta tarde, que não ameaçou romper com o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta.

Uma ruptura poderia impactar a divisão das emendas de comissão. Um acordo entre Motta e líderes partidários estabelece que 30% do valor total de uma comissão fica com o partido que a lidera, enquanto 70% são distribuídos pelo presidente para outras legendas.

Comissões do PL

O deputado federal Zé Vitor (PL-MG) | Foto: Divulgação/Câmara dos Deputados
O deputado federal Zé Vitor (PL-MG) preside a comissão de Saúde | Foto: Divulgação/Câmara dos Deputados

O PL lidera as comissões de Saúde, Turismo, Agricultura, Relações Exteriores e Segurança Pública. A comissão de Saúde, em particular, teve a maior verba de emendas no último ano, o que poderia ser afetado por um rompimento.

Leia também: “A vez da Câmara”, reportagem de Silvio Navarro publicada na Edição 263 da Revista Oeste

Sóstenes afirmou que, “se Hugo Motta romper conosco, eu não preciso respeitar isso”. “Se for necessário colocar a corda no pescoço, como o STF e o governo fazem com ele, o rompimento até nisso pode afetar”, disse. “Mas não queremos isso, porque somos cumpridores de acordo. E ele precisa cumprir o dele”.

Hugo Motta
O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta | Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

4 comentários
  1. HEBER DE SOUZA MATOS
    HEBER DE SOUZA MATOS

    Agora não adianta reclamar. Bolsonaro apoiou o Hugo Motta. Sou conservador de direita, mas o que aconteceu foi lamentável. “Acordos em troca de favores” ISSO É COISA DA ESQUERDA! E o pior, deputados como Nikolas, Gayer e outros foram com Bolsonaro mesmo sem saber o motivo, segundo eles em entrevista. Sou da Bahia, não sou eleitor deles, mas teria vergonha de um pronunciamento desse por parte de quem eu votei. A direita está se perdendo no caminho. O Van Hatten seria o presidente perfeito, mas por acordos apoiaram o todo sujo do Motta, que agora está nas mãos do STF. Comprometeu a anistia por isso. LAMENTÁVEL!

  2. Lauro Patzer
    Lauro Patzer

    Na verdade, o que deve ser anulado é todo o processo contra os presos de 8 de janeiro. Onde está a minuta do golpe que a defesa dos acusado pede? Ela não aparece porque não existe. E se não existe, não há qualquer prova concreta, a não ser narrativas contraditórias cheias de condicionais. Claro, que a bolha do “tirado da cadeia”, grita sem anistia! Esquecendo o regime militar anistiou sequestradores, assassinos, assaltantes de bancos, todos com a tentativa de implantar no Brasil um regime comunista. Motta, assunto do artigo, não passa de um traidor. Traiu quem confiou nele. Desconversa a anistia. Não é homem para manter a palavra. De resto, temos um espetáculo de um país afundando com um governo fracassado sob o comando da ditadura togada. Leiam a revista The Economist para saber o que o mundo pensa sobre alguns supremos brasileiros. .

  3. João José Augusto Mendes
    João José Augusto Mendes

    Ele até amarrado até o pescoço com o stf, Simão Bacamarte já avisou, que se pautar, ele será julgado na investigação onde recebeu 10% de propina na emenda que destinou a prefeitura, do seu curral eleitoral

  4. Paulo Miranda
    Paulo Miranda

    Veja só: um palhaço que quer ver sofrimento de pessoas inocentes.

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