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Política

Lewandowski na mira da Câmara por escolta ilegal em Congonhas

Pedido de convocação do ministro da Justiça aguarda votação na Comissão de Fiscalização Financeira e Controle

O ministério da Justiça, sob a gestão do ministro Ricardo Lewandowski, é responsável pela iniciativa que motiva críticas da Frente Parlamentar. | Foto: Bruno Spada/Câmara dos Deputados
O ministério da Justiça, sob a gestão do ministro Ricardo Lewandowski, é responsável pela iniciativa que motiva críticas da Frente Parlamentar. | Foto: Bruno Spada/Câmara dos Deputados

O deputado federal Kim Kataguiri (União-SP) protocolou, nesta segunda-feira, 19, requerimento para convocar o ministro da Justiça e Segurança Pública, Ricardo Lewandowski. O parlamentar quer explicações sobre o uso ilegal de escolta no Aeroporto de Congonhas, em São Paulo.

O requerimento está pronto para entrar na pauta da Comissão de Fiscalização Financeira e Controle da Câmara dos Deputados.

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A Polícia Federal (PF) investiga a utilização indevida de escolta policial em área restrita do aeroporto. O caso envolve o agente Philipe Roters Coutinho, afastado das funções, e levanta suspeitas sobre o uso de prerrogativas da PF para beneficiar terceiros. Também há indícios de conivência de autoridades com condutas irregulares.

Carona suspeita

De acordo com as investigações, o então procurador-geral do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), Virgílio Oliveira Filho, e o empresário Danilo Berndt Trento, indiciado pela CPI da Covid por integrar organização criminosa que fraudava licitações e contratos — desembarcaram em Congonhas, onde foram recebidos por Coutinho. Eles embarcaram em uma viatura da PF, de uso exclusivo de policiais federais.

Gestão de Lewandowski sob suspeita

Para Kataguiri, a situação exige apuração rigorosa. “É imprescindível que Lewandowski explique a gravidade do caso”, disse o deputado. “Apresente as medidas do ministério para garantir o cumprimento dos princípios da administração pública, especialmente os da legalidade, moralidade e responsabilidade.”

Corrupção no INSS

O ex-procurador-geral do INSS recebeu R$ 11,9 milhões de empresas ligadas a entidades investigadas por descontos irregulares em aposentadorias e pensões.

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O dinheiro entrou na conta de Oliveira Filho enquanto ele chefiava a Procuradoria do INSS. A origem dos valores aponta para o coração do esquema bilionário que desviou recursos de aposentados por meio de convênios com associações de fachada.

A Polícia Federal vê indícios de corrupção, tráfico de influência e organização criminosa. Os investigadores já identificaram prejuízo de R$ 6,3 bilhões aos cofres públicos.

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