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Política

Ricardo Lewandowski é principal alvo de convocações à Câmara dos Deputados

Parlamentares querem explicações do ministro da Justiça sobre as fugas do presídio federal de Mossoró (RN)

Ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski, e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva
Ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski, e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva | Foto: Divulgação/Jamile Ferraris/MJSP

O ministro da Justiça e Segurança Pública do governo Lula, Ricardo Lewandowski, é o principal alvo de convocações para depoimentos na Câmara dos Deputados. Em 2024, dos 228 requerimentos de convocação de autoridades ligadas ao Executivo, 38 são convocatórias a Lewandowski.

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A maioria desses pedidos está relacionada ao caso da fuga dos presos de Mossoró (RN), que fugiram do presídio federal e permaneceram foragidos por 50 dias. O caso desafiou as forças de segurança nacional.

Os deputados querem explicações de Lewandowski sobre o episódio dos detentos, que ocorreu sob a supervisão do ministro. Desde o início do ano, a tentativa de convocar auxiliares do governo Lula para esclarecimentos na Câmara tem sido uma prática recorrente entre os parlamentares.

Leia também: “A fuga de Mossoró explica o Brasil”, reportagem de Rute Moraes e Silvio Navarro publicada na Edição 210 da Revista Oeste

A fuga dos presos de Mossoró levantou questões sobre a eficácia das medidas de segurança nos presídios federais. O ministro da Justiça está no centro das atenções, com a Câmara exigindo respostas sobre como o incidente foi possível e quais ações foram tomadas para evitar novas ocorrências.

Além de Lewandowski: veja outros convocados pela Câmara

Ministro da Secom, Paulo Pimenta, e Lula durante anúncio de medidas relacionadas ao Rio Grande do Sul |
Foto: Ricardo Stuckert/PR

Depois da liderança de convocações de Ricardo Lewandowski, o segundo motivo que mais registra protocolos de convocações à Câmara dos Deputados é o uso da Polícia Federal nas investigações de denúncias de fake news durante as enchentes do Rio Grande do Sul.

Leia mais: “As marcas da tragédia”, reportagem de Tauany Cattan publicada na Edição 223 da Revista Oeste

Na sequência, aparece outro nome do governo Lula, a ministra da Saúde, Nísia Trindade, com 21 pedidos. Ao contrário de Lewandowski, que se concentra no motivo da fuga de Mossoró, os motivos que levam os deputados a quererem ouvir a ministra são vários: desde a vacina do presidente Lula até a crise da dengue no Brasil.

Por fim, o controverso leilão do arroz é a razão principal de duas convocações. A mais numerosa é do ministro-chefe da Secretaria Extraordinária de Apoio à Reconstrução do Rio Grande do Sul, Paulo Pimenta (19 pedidos). Ele é seguido do ministro da Agricultura, Carlos Fávaro (18).

Leia também: “O arrozão do PT”, reportagem de Silvio Navarro publicada na Edição 221 da Revista Oeste

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