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Política

Justiça suspende lei que transforma Guarda Municipal em polícia em SP

A Prefeitura de Itaquaquecetuba informou que vai recorrer da decisão

Prefeitura de Itaquaquecetuba muda nome da Guarda Municipal para Polícia Municipal
Prefeitura de Itaquaquecetuba muda nome da Guarda Municipal para Polícia Municipal | Foto: Divulgação/Prefeitura de Itaquaquecetuba

O Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo suspendeu, nesta terça-feira, 11, a lei que transformou a Guarda Civil Municipal de Itaquaquecetuba (SP) em Polícia Municipal. O prefeito Delegado Eduardo Boigues (PL-SP) informou que vai recorrer da decisão.

“Vamos recorrer dessa decisão”, afirmou Boigues. “A gente acredita que o Poder Judiciário tem que estar a favor da nossa sociedade. Fica aqui a minha indignação. A gente vai recorrer para que as nossas Guardas Civis sejam verdadeiramente reconhecidas como Polícias Municipais.”

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A lei havia sido sancionada e publicada no Diário Oficial do município em 26 de fevereiro. Segundo o prefeito, Itaquaquecetuba foi a primeira cidade a realizar a mudança depois que o Supremo Tribunal Federal (STF) autorizou os agentes a realizarem policiamento urbano.

Já a Justiça paulista afirmou que a alteração no nome da Guarda Municipal é inconstitucional. A criação de polícias municipais desrespeita as constituições estaduais e municipais. A decisão ocorreu depois de uma ação apresentada pela Procuradoria-Geral do Estado.

Justiça é contra a mudança no nome da Guarda Municipal

“O termo polícia é utilizado para órgãos específicos, com atribuições bem delineadas no texto constitucional, que não confundem com as das guardas, não podendo o município, a pretexto de autonomia legislativa, alterar a denominação da Guarda Municipal”, afirma a Justiça. “Mesmo que ambas apossam atuar na área de segurança pública, desempenhando funções complementares, ou eventualmente coincidentes.”

O Delegado Boigues lembrou da decisão do STF que autoriza as prefeituras a atuarem na segurança pública, assim como o Estado e a União.

“O guardião da Constituição sempre foi o Supremo, e o Supremo decidiu, com repercussão geral, que toda Guarda Civil Municipal tem poder de polícia, que pode trabalhar com policiamento ostensivo e devidamente armado, e que, se receber uma denúncia ou ter fundada suspeita, pode proceder com revista pessoal, domiciliar e até fazer prisões em flagrantes.”

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