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Política

Justiça do Rio anula eleição de Douglas Ruas para presidência da Alerj

Desembargadora Suely Lopes Magalhães afirma que votação ocorreu antes da retotalização de votos determinada pelo TSE

Alerj sede crise Bacellar, Reis, governador Castro
Douglas Ruas foi eleito presidente da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro nesta quinta-feira, 26 | Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil

A presidente em exercício do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro, desembargadora Suely Lopes Magalhães, suspendeu nesta quinta-feira, 26, os efeitos da sessão que elegeu o deputado Douglas Ruas (PL) presidente da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj).

A magistrada suspendeu todos os atos relacionados à 2ª Sessão Extraordinária da Alerj, realizada na tarde desta quinta-feira, na qual os deputados elegeram Ruas para comandar a Casa.

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Na decisão, ela afirmou que a Alerj não poderia iniciar o processo eleitoral antes da retotalização dos votos para deputado estadual pelo Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro (TRE-RJ). O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) determinou esse procedimento no julgamento que cassou o mandato do então presidente da Assembleia, Rodrigo Bacellar (União).

A magistrada também estabeleceu que, se a Assembleia realizou a eleição antes da retotalização dos votos determinada pela Justiça Eleitoral, os efeitos da votação ficam suspensos.

Decisão questiona procedimento da Alerj

Ao analisar o caso, a desembargadora afirmou que a mesa diretora da Alerj teria cumprido apenas parte da decisão do TSE. A Assembleia reconheceu a vacância da presidência com a cassação de Bacellar, mas não aguardou a retotalização dos votos.

Para a magistrada, essa etapa é essencial para garantir a legitimidade do processo eleitoral interno.

A decisão afirma que a retotalização dos votos pode alterar a composição da Assembleia e, consequentemente, os deputados aptos a votar na eleição da presidência.

Eleição influencia linha sucessória do governo

A desembargadora também destacou que a escolha do presidente da Alerj possui impacto institucional relevante. O cargo integra a linha sucessória do governo do Estado.

A magistrada afirmou que iniciar a eleição sem definir a composição final da Assembleia pode interferir no colégio eleitoral responsável pela escolha do novo presidente.

Leia mais: “Douglas Ruas é eleito presidente da Alerj

Por isso, a magistrada afirmou que a Alerj deve retotalizar os votos, conforme determinou a Justiça Eleitoral, antes de iniciar a eleição para a presidência.

O TRE-RJ marcou para a próxima terça-feira, 31, a retotalização, que deve alterar a composição da Alerj. Com a anulação dos cerca de 97 mil votos recebidos por Bacellar, será necessário refazer o cálculo do quociente eleitoral. Na prática, a revisão pode ir além da vaga deixada por Bacellar e provocar uma reconfiguração mais ampla da Assembleia, atingindo também deputados suplentes e o equilíbrio de forças entre as bancadas.

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