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Política

Jordy se pronuncia sobre operação da PF: 'Perversidade'

Ação apura suspeitas de desvio de verbas parlamentares

Deputado federal Carlos Jordy (PL-RJ) | Foto: Revista Oeste
Deputado federal Carlos Jordy (PL-RJ) reclama de operação autorizado por Flávio Dino contra ele | Foto: Reprodução/YouTube/Revista Oeste

O deputado federal Carlos Jordy (PL-RJ) classificou como um ato de “perversidade, crueldade e sadismo” a operação da Polícia Federal que teve sua casa como alvo nesta sexta-feira, 19, data do aniversário de sua filha. A investigação foi autorizada pelo ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), e apura supostos desvios de recursos da cota parlamentar relacionados a contratos de locação de veículos.

Segundo Jordy, a investigação se baseia em argumentos frágeis e sem fundamento concreto. “A alegação deles é tosca”, disse o deputado, em entrevista ao Oeste com Elas. “Dizem que chama muito a atenção o número de veículos dessa empresa, que aluga para vários outros deputados também. Afirmaram que as outras empresas possuem mais de 20 veículos em suas frotas, e a Harue tem apenas cinco, por isso seria uma empresa de fachada.”

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A operação tem como foco contratos firmados com a empresa Harue Locação de Veículos Ltda., que, de acordo com Jordy, presta serviços a diversos parlamentares, incluindo o deputado Sóstenes Cavalcante (PL-RJ), também alvo da operação. O parlamentar afirmou que a contratação da empresa ocorre desde o começo de seu mandato e negou qualquer irregularidade. “Não tem absolutamente nada de ilícito, zero”, declarou.

Segundo Jordy, esta é a terceira vez que é alvo de medidas judiciais em datas familiares sensíveis. Ele relatou que a busca e apreensão desta sexta-feira ocorreu no mesmo dia em que a família se preparava para comemorar o aniversário da filha. “Hoje, no aniversário da minha filha, a gente acorda para fazer uma festinha para ela de manhã”, afirmou. “E sou alvo de uma busca e apreensão.”

Jordy tece críticas ao STF

Jordy também criticou a atuação do STF e afirmou que a ação ocorre sem a apresentação de provas concretas. Para o deputado, a investigação tem caráter político. “O que está acontecendo é realmente uma pesca probatória”, afirmou. Ele sustentou que a ofensiva busca expor parlamentares da oposição de forma pública, mesmo sem comprovação de irregularidades.

Ao comentar os desdobramentos da operação, Jordy afirmou que o episódio não o fará recuar de suas pautas no Congresso Nacional. “Vai ser mais um instrumento de ânimo para enfrentar essa tirania, essa ditadura do Judiciário, que persegue seus adversários utilizando o aparato da Justiça”, disse.

Leia também: “Togas fora da lei”, artigo de Augusto Nunes publicado na Edição 245 da Revista Oeste

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