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Política

Haddad diz que vai justificar aumento do IOF a Alexandre de Moraes

Ministro da Fazenda quer consenso com Congresso e STF para justificar aumento do imposto

À esquerda, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad; à direita, o ministro do STF Alexandre de Moraes
À esquerda, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad; à direita, o ministro do STF Alexandre de Moraes | Fotos: Lucas Landau/MF e Antonio Augusto/STF

A discussão sobre o aumento do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) voltou a ser destaque nesta terça-feira, 8, depois de o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, anunciar a intenção de apresentar documentos técnicos que sustentam a necessidade da medida ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes.

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O petista informou que pretende demonstrar ao juiz que o aumento busca combater práticas como elisão e evasão fiscal, além de evitar planejamentos tributários nocivos. Segundo ele, cerca de R$ 800 bilhões beneficiam grupos econômicos específicos, fato que prejudicara o empresariado nacional.

Impacto fiscal da medida de Haddad e reação do governo

Fachada do Supremo Tribunal Federal (STF)
Fachada do Supremo Tribunal Federal, em Brasília | Foto: Divulgação/STF

Durante conversa com jornalistas, o ministro afirmou que a situação compromete as metas fiscais do governo e mantém a taxa de juros elevada. Isso, segundo ele, “prejudica o país inteiro”.

“Qual o sentido de favorecer uns empresários e prejudicar todos?”, questionou Haddad. “Não faz sentido nenhum.”

Alexandre de Moraes marcou para o dia 15 de julho uma audiência de conciliação sobre o impasse envolvendo o IOF. A discussão opõe o Executivo e o Congresso Nacional. Em junho, a arrecadação do imposto chegou a R$ 8 bilhões, marca que supera em R$ 2,1 bilhões o valor registrado em maio, que foi de R$ 5,9 bilhões.

Negociações e relação com o Congresso

Fachada do Congresso Nacional
Fachada do Congresso Nacional, a sede das duas Casas do Poder Legislativo brasileiro | Foto: Jefferson Rudy/Agência Senado

Em outra entrevista, Haddad defendeu a retomada de discussões econômicas no Legislativo, pois, para ele, a agenda do Congresso evoluiu pouco em 2025. “Podemos fazer a agenda andar”, disse. “Tem muita coisa boa para ser votada no Congresso Nacional, muita coisa boa que pode ajudar no ambiente de negócios.”

O ministro ainda comentou sobre sua relação com o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), com quem não tem o direito de manter o relacionamento estremecido. Destacou também a existência de vários amigos em comum e frisou que “quando um não quer, dois não brigam”. “Nós não vamos brigar, porque no caso aqui nenhum dos dois quer”, explicou o petista.

Leia também: “A sobrevivência da democracia”, artigo de Silvio Navarro publicado na Edição 276 da Revista Oeste

Haddad revelou que planeja conversar com Motta nos próximos dias e confirmou que uma reunião pode ocorrer ainda nesta semana. “Eu já disse e repito, eu nunca saí de uma mesma negociação”, afirmou. “Eu só saio com acordo.”

Por sua vez, Motta declarou à imprensa que ainda não tem encontro agendado com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva para tratar do tema.

1 comentário
  1. Luiz Renato
    Luiz Renato

    Não seria melhor o Taxad procurar o Papa no Vaticano? Pois aí seria de leaozinho para Leão.

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