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Política

Governo Lula anuncia pacote de medidas para aumentar arrecadação

Texto publicado na noite desta quarta-feira, 11, traz novas taxas sobre investimentos, apostas e previdência; entenda

Lula ao lado do ministro Fernando Haddad, responsável pela economia brasileira | Foto: Reprodução/Flickr/Lula Oficial
Lula ao lado do ministro Fernando Haddad, responsável pela economia brasileira | Foto: Reprodução/Flickr/Lula Oficial

O governo de Luiz Inácio Lula da Silva anunciou medidas para aumentar a arrecadação federal, por meio da edição de um novo decreto e do envio de uma medida provisória ao Congresso Nacional. A publicação do Diário Oficial ocorreu na noite desta quarta-feira, 11.

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As propostas alteram a tributação sobre investimentos e apostas, depois recuos diante da rejeição do decreto anterior por parlamentares e empresários.

O novo texto do governo Lula estabelece mudanças no Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) para empresas, operações de risco sacado e previdência privada, bem como fixa uma alíquota de 17,5% para aplicações financeiras e de 5% para investimentos antes isentos, como letras de crédito. Também prevê aumento de impostos sobre plataformas de apostas on-line.

Pontos centrais do pacote do governo Lula

O pacote de medidas foi apresentado aos líderes governistas no domingo 8, depois de ameaça do Congresso de derrubar o decreto anterior. Apesar do esforço, o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), afirmou que não garante a aprovação. PP e União Brasil já sinalizaram voto contrário nesta quarta-feira, 11.

Entre as principais ações, estão o fim da isenção para títulos como LCI e LCA, nova alíquota única de 17,5% para aplicações financeiras, taxação de apostas, mudanças na CSLL, JCP e regras para criptoativos, além de ajustes em compensações tributárias, mercado de balcão e fundos.

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Pela proposta de Lula, títulos antes isentos de Imposto de Renda passarão a pagar 5% a partir de 2026, somente para papéis emitidos depois dessa data. Títulos já existentes continuam isentos mesmo se negociados no mercado secundário.

A taxação atinge Letras Hipotecárias, CRI, LCI, CDA, WA, CDCA, LCA, CRA, CPR, FII, Fiagro, LIG, LCD, além de títulos ligados a projetos de infraestrutura. Fundos imobiliários e agroindustriais negociados em bolsa ou balcão também entram, exceto para ganhos líquidos na negociação.

Mudanças na tributação de investimentos e apostas

Site de apostas esportivas | Foto: Bruno Peres/Agência Brasil
Site de apostas esportivas | Foto: Bruno Peres/Agência Brasil

O projeto também unifica em 17,5% a alíquota do Imposto de Renda para aplicações financeiras como CDBs e títulos públicos. Assim, elimina tabela regressiva que variava de 22,5% a 15% conforme o prazo do investimento.

Para apostas eletrônicas, o governo propõe voltar a alíquota de 18% sobre o Gross Gaming Revenue (GGR), valor defendido originalmente pela Fazenda, mas que havia sido reduzido para 12% durante a tramitação no Congresso.

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A Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL) terá apenas duas faixas: 15% e 20%. O patamar de 9% deixa de existir, elevando a tributação para fintechs e outras instituições financeiras que estavam nessa faixa.

Os Juros sobre Capital Próprio (JCP) pagos a acionistas sobem de 15% para 20%. A tributação sobre ganhos líquidos incide sobre o resultado positivo da venda de ativos, incluindo day trade e opções, calculado pela diferença entre venda e aquisição.

Regras de transição e redução de alíquotas

Em relação ao IOF, o decreto reduz a alíquota para empresas para 0,38%, de modo a reverter o aumento anterior, que previa 0,95%. Para planos VGBL, há regra de transição: em 2026, aportes de até R$ 600 mil ao ano ficarão isentos; acima disso, incidirão 5% sobre o excedente. Em 2025, o limite será de R$ 300 mil por seguradora, apenas entre 11 de junho e 31 de dezembro.

Segundo a Fazenda, “importa dizer que mais de 99% das pessoas que aplicam seus recursos em fundos de VGBL aportam menos do que R$ 600 mil ao ano e seguem sem qualquer impacto adicional”.

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O IOF sobre operações de risco sacado passa a ter alíquota diária de 0,0082%, o que representa redução de 80% na tributação desse tipo de operação, conforme informou o Ministério da Fazenda.

De acordo com a pasta, “essa mudança atende a pleitos de diferentes setores produtivos e financeiros”. O risco sacado é uma antecipação de recursos feita por bancos a fornecedores de grandes empresas, que atuam como garantidoras dessas operações.

6 comentários
  1. Ricardo Villas
    Ricardo Villas

    Governo perdulário! Gasta sem qualquer controle, com objetivos totalmente eleitoreiros e quer jogar o custo “guela abaixo” para cima da sociedade. É inaceitável!

  2. Antonio Brandão
    Antonio Brandão

    Pelo que está se desenhando, vão enfiar as mãos nas eleições novamente. Temos que parar esse Brasil, para sufocar esse governo corrupto e ditador, pq depois será irreversível.
    Sou empresário e topo fechar tudo pelo nosso futuro, vamos varrer esses ditadores apoiadores da China.

  3. Adail da Costa Leite Filho
    Adail da Costa Leite Filho

    Fazendo fundo para campanha 2026. Dinheiro extra, silencio em redes sociais, e temos o cenário para as novas eleições desenhado. Enquanto isso continuamos em saber se alguém foi preso por roubar os aposentados e quando será devolvido o produto do roubo.
    URNA ELETRONICA COM VOTO IMPRESSO JA!

  4. O BELFORROXENSE
    O BELFORROXENSE

    Faz o “L” esquerdalhas malditos…
    Mas esses acéfalos que apoiam desse DESgoverno ladrão, nem ligam, pois o capim não foi taxado, ainda! Então a comida deles está garantida!!!

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