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Política

Ex-ministro de Lula é indiciado pela PF por suspeita de assédio sexual

Silvio Almeida é acusado por mulheres que atuam no governo petista de contato físico indesejado

Em meio à acusação de assédio contra Silvio Almeida, Janja compartilha foto com Anielle
O então ministro dos Direitos Humanos, Silvio Almeida, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e a primeira-dama, Janja da Silva, durante solenidade em Brasília | Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

A investigação que atingiu Silvio Almeida, ex-ministro de Lula, chegou ao Supremo Tribunal Federal com indício de assédio sexual. O relatório produzido pela Polícia Federal foi direcionado à Corte e envolve acusações apresentadas por mulheres que atuaram no governo. Entre elas está a ministra da Igualdade Racial, Anielle Franco, que descreveu investidas físicas e contatos indesejados.

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O episódio se tornou público em 2024, quando a organização Me Too Brasil recebeu os relatos e repassou o conteúdo à imprensa. A divulgação provocou reação imediata no Planalto. Lula demitiu o auxiliar em seguida, após reuniões separadas com Almeida e com Anielle, e entregou a condução dos Direitos Humanos a Macaé Evaristo.

Impacto político do caso de assédio no governo Lula

O inquérito recebeu acompanhamento do ministro André Mendonça e corre sob sigilo. Durante a fase de apuração, Silvio Almeida prestou depoimento por mais de duas horas. Ele rejeitou as acusações desde o início. Em entrevista no começo do ano, ele disse que enfrentava uma manobra política e que as intrigas internas o prejudicavam.

Silvio Almeida, ex-ministro dos Direitos Humanos do governo Lula
Silvio Almeida, ex-ministro dos Direitos Humanos do governo Lula | Foto: Reprodução/Instagram

Anielle Franco contestou publicamente as declarações. Ela afirmou que o ex-ministro tentou enfraquecer relatos de vítimas e criar um ambiente de intimidação. Em depoimento à PF, detalhou abordagens que, segundo ela, avançaram de situações incômodas até contato físico não consentido. À revista Veja, ela disse que evitou registrar os episódios por receio de ser desacreditada.

O caso também entrou no radar da Comissão de Ética Pública da Presidência, que abriu investigação administrativa para examinar condutas envolvendo agentes do Executivo. O avanço do processo provocou tensão dentro da pasta da Igualdade Racial. Um mês depois da crise vir à tona, Anielle exonerou Yuri Silva, então secretário ligado a Silvio Almeida.

Leia também: “Lula condecora Janja, Moraes e Felipe Neto com honraria da área da educação”

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1 comentário
  1. Augusto de Resende Filho
    Augusto de Resende Filho

    Além de apreciar mamar nas tetas do governo, a esquerda também aprecia assediar funcionárias e companheiras de partido. Deixando Sodoma e Gomorra corados em pleno século XXI.

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