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Política

EUA cancelam evento militar com Brasil; Defesa acende alerta

Afastamento se estende à principal operação anual da Marinha brasileira, a Operação Formosa

Em texto publicado na Edição 253 da Revista Oeste, Adalberto Piotto questiona o futuro das relações do Brasil com os EUA durante o novo mandato de Donald Trump; Lula, EUA, Brasil
À esquerda, o presidente dos EUA, Donald Trump; à direita, o presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva| Foto: Montagem Revista Oeste/Reprodução/Redes sociais

O cancelamento de um evento militar conjunto entre os Estados Unidos (EUA) e a Força Aérea Brasileira (FAB) despertou preocupações no Ministério da Defesa diante do atual cenário de tensão política e econômica que envolve os dois países. O afastamento se estende também à principal operação anual da Marinha brasileira, a Operação Formosa, que pode não contar com a presença norte-americana neste ano.

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A Conferência Espacial das Américas, que seria realizada em Brasília de 29 a 31 de julho, foi suspensa pelos Estados Unidos, conforme comunicado da FAB. O encontro reuniria representantes de diversos países do continente para discutir cooperação nas áreas espacial, militar, econômica e de telecomunicações.

Atrito político entre o governos Lula e o dos EUA

Fachada do Supremo Tribunal Federal (STF), em Brasília, em alusão à matéria sobre os PMs que aguardam julgamento na Corte
O Supremo Tribunal Federal (STF) foi alvo de críticas do governo dos EUA | Foto: Wallace Martins/STF

Segundo o histórico do evento, a última edição ocorreu em Miami e contou com dez países, incluindo Argentina, Canadá e México. Apesar de os EUA não apresentarem justificativa oficial para o cancelamento, fontes interpretam a medida como reflexo do atrito entre os governos de Luiz Inácio Lula da Silva e Donald Trump, conforme o jornal Folha de S.Paulo.

A crise ganhou força depois de declarações do presidente norte-americano, que criticou o governo Lula e o Supremo Tribunal Federal (STF). Ele acusou-os de promover uma “caça às bruxas” contra o ex-presidente Jair Bolsonaro. O governo dos EUA também aplicou sanções ao ministro Alexandre de Moraes e cassou vistos de magistrados e outros brasileiros.

Leia mais: “Lula empurra o Brasil para o lado errado da história”, artigo de Adalberto Piotto publicado na Edição 283 da Revista Oeste

No âmbito econômico, o governo Trump elevou tarifas sobre produtos brasileiros em 50%, enquanto autoridades do Brasil alegam bloqueio nos canais de diálogo com Washington. Este cenário influencia diretamente a participação dos EUA em exercícios militares no Brasil, como a própria Operação Formosa, que mobiliza 2 mil militares e mais de cem veículos.

Impacto nas operações militares e mudança de parceiros

Em 2023, fuzileiros norte-americanos participaram do exercício ao lado de tropas chinesas, em um movimento inédito. Para a edição de 2025, a Marinha brasileira ainda não recebeu resposta ao convite feito ao contingente dos EUA. Segundo fontes, a China já informou que não enviará militares para a operação deste ano.

Apesar da tradição de dez anos de presença norte-americana, a cooperação vinha se intensificando nos últimos dois anos. Contudo, setores do governo Lula manifestaram desconforto com a participação dos EUA em Formosa, pois seria inadequado realizar treinamentos com um país que impõe sanções ao Brasil.

Leia também: “A cavalaria chegou”, artigo de Ana Paula Henkel publicado na Edição 283 da Revista Oeste

Oficiais da Marinha avaliam que o distanciamento de Washington também tem relação com o fortalecimento dos laços militares entre Brasil e China. Tropas chinesas passaram a integrar exercícios no Brasil, e, em contrapartida, o governo brasileiro enviou um oficial-general para atuar na embaixada em Pequim.

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12 comentários
  1. Alceu Dambros Spido
    Alceu Dambros Spido

    Vá ao cartório de mude para Karl.
    O segundo nome já está bacana!

  2. Alceu Dambros Spido
    Alceu Dambros Spido

    Lucas Cheiddi poderia melhorar o texto.
    Narrou somente as reações americanas como se estas fossem iniciativas sem causas,
    fazendo parecer agressões unilaterais de cachorro grande.
    Ainda bem que os leitores da Oeste são esclarecidos.

  3. FORA LULA
    FORA LULA

    caramba… estamos seguindo o lado errado… olha o que a esquerda fez do Brasil… meu Deus!

  4. Mário Abranches da Silva
    Mário Abranches da Silva

    Infelizmente nossos militares não tem voz nem lei, uma gangue de bandidos tomou conta de nosso país e suas ações estão nos levando para o lado oculto das ditaduras, um caminho de pobreza e corrupção, covardias e terror, votamos em políticos mudos e covardes, deixando o povo a mercê de ditadores ou se aliaram a eles.

  5. Marcelo DANTON Silva
    Marcelo DANTON Silva

    Quando vieram os representantes de OBAMA/ CLiTON e do sonolento Biden….do Depto Defesa, do Depto Estado e da CIA ameaçar os frajolas do atual alto comando…14 figuras patifes…fizeram TUDO o que mandaram…até um relatório meia boca sobre as urnas eletrônicas….boicotaram o capitão por ciúmes, mas adora, um ladrãozinho nojento..
    Praticaram até algo impensável nos meios militares que tem honra ….PERFÍDIA!
    A gente sabe que tem agentes cubanos e russos prestando apoio…a gente sabe que vão acionar o OCC e CV nas principais grandes cidades….A GENTE SABE de todos os planos….ate o do dia 7.
    Mas mesmo assim vamos as ruas!
    Por favor…..ponham suas l manguinhas pra fora!”
    Deem início ao plano de tornar o BOSTIL uma Venezuela…sigam a mesma receita…PLX!

  6. Valeria Guimaraes Amarante
    Valeria Guimaraes Amarante

    O Brasil gosta de estar ao lado de ditaduras companheiras sabotando o dólar no BRICS. Então, seja feita a sua vontade.

  7. Osmar Martins Silvestre
    Osmar Martins Silvestre

    Muito natural. Se o Brasil resolveu se aliar a adversários e inimigos dos EUA, não teria sentido efetuar exercícios conjuntos com esse país. O Brasil já escolheu o seu lado.

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