publicidade
Política

Escritório de advocacia deixa de representar Twitter/X em processos no STF

Rompimento ocorreu por decisão da própria rede social

O logotipo da plataforma Twitter/X, visto em um telefone celular, ao lado de um reflexo do Supremo Tribunal Federal do Brasil – 30/8/2024 | Foto: Ueslei Marcelino/Reuters
O logotipo da plataforma Twitter/X, visto em um telefone celular, ao lado de um reflexo do Supremo Tribunal Federal do Brasil - 30/8/2024 | Foto: Ueslei Marcelino/Reuters

O escritório de advocacia Pinheiro Neto, anteriormente responsável pela defesa do Twitter/X no Supremo Tribunal Federal (STF) em processos atribuídos ao ministro Alexandre de Moraes, deixou de representar a empresa no dia 6 de setembro.

Em comunicado enviado à imprensa, a assessoria do escritório afirmou que a decisão foi tomada pela empresa gerida pelo empresário Elon Musk. “Desde 6, por decisão do cliente, o Pinheiro Neto não representa mais o X Brasil nos processos em curso no STF”, informou a nota.

Receba nossas atualizações

Em abril, antes da suspensão do Twitter/X no Brasil, a defesa da empresa havia enviado um documento ao Supremo em que afirma que as ordens judiciais seriam “integralmente cumpridas”. O envio ocorreu em um contexto em que o proprietário da plataforma ameaçava não obedecer a decisões judiciais no país.

Na ocasião, o escritório também garantiu que o X Brasil se comprometeria a comunicar ao ministro Moraes “quaisquer informações sobre o tema que venha a receber da X Corp., em cumprimento ao seu dever de transparência e lealdade processual”.

O bloqueio do Twitter/X

Alexandre de Moraes determinou o bloqueio das contas da empresa Starlink, de Elon Musk, para garantir o pagamento de multas impostas pelo STF | Foto: Ton Molina/FotoArena/Estadão Conteúdo
Além de bloquear o Twitter/X, Moraes também congelou as contas da Starlink, empresa de internet de Elon Musk | Foto: Ton Molina/FotoArena/Estadão Conteúdo

Moraes bloqueou a plataforma em 30 de agosto, depois de Elon Musk, dono da rede social, descumprir ordem de nomear um representante legal do Twitter/X no Brasil. A “intimação” foi feita por meio da plataforma.

O bloqueio do Twitter/X foi chancelado por unanimidade na 1ª Turma do STF: votaram com Moraes os ministros Flávio Dino, Cristiano Zanin, Luiz Fux e Cármen Lúcia.

A determinação é válida até que a plataforma designe uma pessoa física ou jurídica como porta-voz e pague multas por descumprimento de bloqueios de perfis. O valor passa de R$ 18 milhões.

PGR quer que STF rejeite ações do partido Novo

O procurador-geral da República, Paulo Gonet, orientou, na quarta-feira 11, o STF a rejeitar duas ações que tentam anular a suspensão da rede social Twitter/X no Brasil. As ações foram apresentadas pelo partido Novo e pela Ordem dos Advogados do Brasil (OAB).

A decisão de suspender o Twitter/X foi tomada pelo ministro Alexandre de Moraes e confirmada por unanimidade pelos ministros da 1ª Turma do STF. O Partido Novo alega que a suspensão é desproporcional e afronta a liberdade de expressão, além de afetar o debate público nas eleições de 2024.

O Novo também sustenta que a decisão beneficia o ministro Moraes ao suavizar narrativas de grupos políticos contrários a ele. A OAB solicita ao STF que anule a multa de R$ 50 mil para aqueles que utilizarem “subterfúgios tecnológicos”, como VPN, para acessar o Twitter/X.

+ Leia mais notícias de Política em Oeste

A PGR já havia concordado previamente com a suspensão do Twitter/X, considerando a medida adequada. Agora, a Procuradoria reitera que a ADPF não é o mecanismo correto para contestar uma decisão do STF ou de seu colegiado.

“Se contra a decisão judicial do STF a ordem processual admite algum recurso, este há de ser o procedimento cabível para que o próprio STF reveja a sua deliberação. Não havendo mais recurso, a decisão se torna definitiva, como decisão da Corte, suficiente em si para expressar a posição do STF para todos os fins devidos”, declarou Gonet.

Leia mais sobre:

1 comentário
  1. André Luiz Cumplido de Sant'Anna
    André Luiz Cumplido de Sant'Anna

    O STF não mede as consequências do seu ato.

Canal Oeste
Nossos colunistas
Foto do autor J. R. Guzzo (diretor perpétuo)
J. R. Guzzo (diretor perpétuo)
Foto do autor Augusto Nunes
Augusto Nunes
Foto do autor Ana Paula Henkel
Ana Paula Henkel
Foto do autor Guilherme Fiuza
Guilherme Fiuza
Foto do autor Rodrigo Constantino
Rodrigo Constantino
Foto do autor Alexandre Garcia
Alexandre Garcia
Foto do autor Antonio Cabrera
Antonio Cabrera
Foto do autor Eugênio Esber
Eugênio Esber
Foto do autor Evaristo de Miranda
Evaristo de Miranda
Foto do autor Flávio Gordon
Flávio Gordon
Foto do autor Roberto Motta
Roberto Motta
Foto do autor Miriam Sanger
Miriam Sanger
Foto do autor Adalberto Piotto
Adalberto Piotto
Foto do autor Frank Furedi, da Spiked
Frank Furedi, da Spiked
Foto do autor Jeffrey A. Tucker.
Jeffrey A. Tucker.
Foto do autor Theodore Dalrymple
Theodore Dalrymple
Foto do autor Flavio Morgenstern
Flavio Morgenstern
Foto do autor Ubiratan Jorge Iorio
Ubiratan Jorge Iorio
publicidade
publicidade