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Política

Em protesto contra o governo Lula, 18 universidades federais entram em greve

Professores reivindicam reajuste salarial de 22%

Além da recomposição salarial, os docentes pedem pela igualdade de benefícios e auxílios com os servidores do Legislativo e do Judiciário ainda em 2024 | Foto: Reprodução/Agência Brasil
Além da recomposição salarial, os docentes pedem pela igualdade de benefícios e auxílios com os servidores do Legislativo e do Judiciário ainda em 2024 | Foto: Reprodução/Agência Brasil

Pelo menos 18 universidades federais, centros de educação e institutos federais entraram em greve nesta segunda-feira, 15.

Os manifestantes reivindicam um reajuste salarial de 22% aos professores, a ser dividido em três parcelas iguais de 7%. A primeira delas seria realizada neste ano, e as outras duas em 2025 e 2026.

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Além das instituições que fazem a greve, outras 41 universidades ligadas ao Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior (Andes SN) apoiam a manifestação.

Bandeira do Andes SN
O Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior foi fundado em 1981 em Campinas-SP | Foto: Reprodução/Andes

Além da recomposição salarial, os docentes pedem igualdade de benefícios e auxílios com os servidores do Legislativo e do Judiciário ainda em 2024. Os professores também pedem a revogação dos atos normativos criados durante governos anteriores, que, segundo eles, impactam suas carreiras.

O sindicato afirmou que, além das 18 universidades que entraram em greve hoje, outras três instituições ligadas à entidade já haviam parado as atividades na semana passada. Cinco anunciaram indicativos de greve e oito estão em greve.

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O Ministério da Educação (MEC) informou que está “envidando todos os esforços para buscar alternativas de valorização dos servidores da educação”. A pasta também afirmou que promoveu reajuste de 9% para todos os servidores no ano passado. Uma nova correção salarial ocorrerá somente em 2025 e 2026, com reajuste de 4,5% ao ano.

Leia também: “Pacheco se reúne com governadores para discutir dívida dos Estados”

O governo federal apresentou um acordo que aumenta o auxílio-alimentação de R$ 658 para R$ 1 mil. Foi oferecido também um reajuste no valor da assistência pré-escolar de R$ 321 para R$ 484,90, além de um reajuste de 51% no valor per capita da Saúde Suplementar.

Em comunicado, o Andes SN informou que o “governo tentou restringir o movimento da greve ao declarar que, durante o processo de negociação, qualquer interrupção (parcial ou total) de serviços públicos resultaria na suspensão das negociações em curso com a categoria específica”.

“Esta decisão [greve] ocorre no mesmo dia em que o governo torna evidente o seu desrespeito aos trabalhadores e às nossas organizações com ameaças explícitas sobre romper as negociações quando exercemos nosso legítimo uso dos instrumentos de paralisações e greves”, disse Maria Ceci Misoczky, vice-presidenta da Regional Rio Grande do Sul do Andes-SN. “Em resposta, decidimos deflagrar a greve em 15 de abril.”

As universidades que pararam as atividades no dia 15 de abril

  • Centro Federal de Educação Tecnológica de Minas Gerais (CEFET-MG);
  • Instituto Federal do Piauí (IFPI);
  • Universidade da Integração Internacional da Lusofonia Afro-Brasileira (UNILAB);
  • Universidade Federal de Brasília (UnB);
  • Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF);
  • Universidade Federal de Ouro Preto (UFOP);
  • Universidade Federal de Pelotas (UFPel);
  • Universidade Federal de Viçosa (UFV);
  • Universidade Federal do Cariri (UFCA);
  • Universidade Federal do Ceará (UFC);
  • Universidade Federal do Espírito Santo (UFES);
  • Universidade Federal do Maranhão (UFMA);
  • Universidade Federal do Pará (UFPA);
  • Universidade Federal do Paraná (UFPR);
  • Universidade Federal do Sul da Bahia (UFSB);
  • Universidade Federal do Sul e Sudeste do Pará (Unifesspa);
  • Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR); e
  • Universidade Federal de Rondônia (UNIR).

Universidades com indicativo de greve depois de 15 de abril

  • Centro Federal de Educação Tecnológica Celso Suckow da Fonseca (CEFET-RJ);
  • Instituto federal do Rio Grande do Sul (IFRS) – campi Alvorada, Canoas, Osório, Porto Alegre, Restinga, Rolante e Viamão;
  • Universidade Federal de Sergipe (UFS);
  • Universidade Federal de Uberlândia (UFU); e
  • Universidade Federal Rural da Amazônia (UFRA).

As universidades com indicativo de greve aprovada mas sem data de início do ato

  • Universidade Federal de Itajubá (UNIFEI);
  • Universidade Federal da Paraíba (UFPB);
  • Universidade Federal de Pernambuco (UFPE);
  • Universidade Federal do Piauí (UFPI);
  • Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB);
  • Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE); e
  • Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri (UFVJM).

Universidades em estado de greve

  • Universidade Federal da Grande Dourados (UFGD);
  • Universidade Federal de São João del-Rei (UFSJ);
  • Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (UNIRIO);
  • Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ);
  • Universidade Federal de Santa Maria (UFSM);
  • Universidade Federal do Pampa (Unipampa);
  • Universidade Federal da Integração Latino-Americana (UNILA); e
  • Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT).

Leia mais: “Congresso vai analisar vetos presidenciais nesta semana“


Gabriel de Souza é estagiário da Revista Oeste em São Paulo. Sob a supervisão de Edilson Salgueiro

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10 comentários
  1. Luís Fernando Belix
    Luís Fernando Belix

    Já passou da hora de privatizar todas as universidades federais.

  2. Walter Ernani Ribeiro do Carmo
    Walter Ernani Ribeiro do Carmo

    IFSP campus São João da Boa Vista.

  3. Adail da Costa Leite Filho
    Adail da Costa Leite Filho

    Fabricas de comunistas. Dai nao sai um unico ser pensante que nao queira se locupletar as custas dos impostos que sao pagos por quem realmente trabalha. Bando de inocentes enganados por um bando de mamadores. Se voce tem uma empresa nao contrate ninguem que frequente essas universidades. Vao querer te quebrar e entrar na justica pedindo indenizacao por danos morais.

  4. Paulo Renato Versiani Velloso
    Paulo Renato Versiani Velloso

    EXCEÇÕES EXISTEM MAS SÃO MÍNIMAS, INFELIZMENTE.

  5. Paulo Renato Versiani Velloso
    Paulo Renato Versiani Velloso

    VOCÊS VÃO RECEBER EM CASA, É UMA PICANHA BEM MOLE DO LULÚ. É O QUE VOCÊS TODOS MERECEM, BANDO DE VAGABUNDOS. ENSINAR ESSES MOLEQUES AÍ. VOCÊS NÃO QUEREM NEM SABER, NÃO É? SÓ ENFIAR MERDA NA CABEÇA DESSES DÉBEIS MENTAIS.

  6. Marcelo Gurgel
    Marcelo Gurgel

    O desgoverno vai dar o dinheiro. Os globalistas precisam que as Universidades continuem com a catequese aos nossos jovens.

  7. Antonio C. Lameira
    Antonio C. Lameira

    No passado os formandos de Universidades Públicas já saiam da faculdade Treineer de grande corporações e Multinacionais, hoje não há mais espaços para esses formando, a maioria saem sem nada saber, os anos de que lá passaram fizeram o que de melhor essas Instituições ofereceram : Grêmio Estudantil, protestos, drogas e greves consumiram seus neônios, esta o esperando: UBE, ser vendedor e garantia que ao presos terão celas especiais.

  8. Paulo
    Paulo

    Que parem, o contribuinte economizará café e papel higiênico, e os alunos receberão menos doutrinação.

  9. Edson TC
    Edson TC

    Ué … não foi este bando de vagabundos que fez o ” L ” para o amor vencer ?? Tão arrependidos ? Depois do amor, tomaram um chifre ???

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