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Política

Dino fixa prazo para PF finalizar investigação contra Renan Calheiros

O senador por Alagoas é investigado por propina no Postalis, fundo de pensão dos Correios

Renan Calheiros, do MDB de Alagoas, durante sessão no Senado
Renan Calheiros é investigado pela PF | Foto: Waldemir Barreto/Agência Senado

O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou que a Polícia Federal (PF) finalize em 90 dias a investigação sobre suposto pagamento de propinas ao senador Renan Calheiros (MDB-AL). O caso envolve contratos fraudulentos no Postalis, fundo de pensão dos Correios. A investigação já dura sete anos, o que Dino considera uma “situação tendencialmente excessiva”.

Segundo o site Metrópoles, Dino teria estipulado o prazo para evitar abusos e para que as autoridades concluam as diligências necessárias e emitam suas manifestações. Na decisão, o ministro rejeitou o pedido de Renan Calheiros para arquivar o inquérito por demora. Dino afirmou que não houve prorrogações indevidas, considerando a complexidade do caso.

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Instaurado em 2017, o inquérito investiga desvios em investimentos do Postalis em empresas ligadas ao lobista Francisco Emerson Maximiano, o Max. A PF acredita que esses recursos podem ter abastecido Milton Lyra, apontado como operador de Renan Calheiros. Ambos são alvos conhecidos das investigações.

Max foi denunciado por fraudes em contratos com o governo federal por meio da Precisa Medicamentos, responsável pelo fornecimento da Covaxin. A PF indiciou Lyra em outra investigação sobre propinas da Hypermarcas destinadas a Renan Calheiros.

Polícia investiga caixa dois que envolve Renan Calheiros

A Receita Federal identificou transações de R$ 6,4 milhões entre empresas ligadas a Lyra sem comprovação de serviços. A PF considera isso um indício de caixa dois. O procurador-geral da República, Paulo Gonet, afirmou que a investigação é complexa e segue seu curso regular.

“Até que seja definitivamente concluída, não há como descartar ou verificar, com exatidão, a participação do parlamentar nos fatos investigados”, disse Gonet.

Leia também: “Nas asas da corrupção”, reportagem de Silvio Navarro publicada na Edição 239 da Revista Oeste

O procurador-geral disse que os sete anos de tramitação não são suficientes para justificar um “arquivamento prematuro”. Gonet enfatizou que as diligências pendentes são essenciais para um julgamento mais amplo e detalhado.

A defesa de Renan Calheiros afirma que a PF não apresentou provas de ilegalidades e que a investigação atual abrange os mesmos fatos de outros inquéritos. Os advogados pedem o arquivamento, alegando que a duração do inquérito, sem conclusão, constitui constrangimento ilegal para Renan. Eles dizem que a falta de provas deveria levar ao encerramento da investigação contra o senador.

3 comentários
  1. Dirceu Guerra
    Dirceu Guerra

    Renan Calheiros, vulgarmente conhecido como Calhorda, é um meliante histórico, amplamente conhecido, assim como outros do mesmo calibre que o cercam ou estão em mesmo nível. É interessante como nesse país os investigadores encontram dificuldade em encontrar as evidências dos crimes e são rápidos para condenar inocentes daquele suposto ataque de 8 de janeiro de 23. Hipócritas.

  2. Christian
    Christian

    O rei da maracutaia de da dissimulação escorregando como uma minhoca entre os dedos da justica.

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