publicidade
Política

Toffoli reconhece ser sócio de empresa que vendeu o Tayayá, mas nega ter recebido pagamentos de Vorcaro

Ministro do STF se manifestou, depois de pedido de suspeição da PF

O ministro Dias Toffoli, em julgamento da descriminalização do porte de maconha para consumo pessoal - 20/6/2024 | Foto: Ton Molina/FotoArena/Estadão Conteúdo
O ministro Dias Toffoli, em julgamento da descriminalização do porte de maconha para consumo pessoal - 20/6/2024 | Foto: Ton Molina/FotoArena/Estadão Conteúdo

Nesta quinta-feira, 12, o ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), reconheceu ser sócio de uma empresa que vendeu o Tayayá Resort. Entretanto, ele negou ter recebido pagamentos do dono do Banco Master, que era controlado por Daniel Vorcaro.

Há três dias, o diretor da Polícia Federal (PF), Andrei Rodrigues, entregou um relatório ao presidente do STF, Edson Fachin. Conforme o documento, Vorcaro trocava mensagens com seu cunhado, Fabiano Zettel, nas quais falou sobre pagamentos à Maridt, empresa ligada à família do magistrado.

Receba nossas atualizações

+ STF se esquiva de dar detalhes sobre seguranças para Toffoli no Tayayá

A PF extraiu os diálogos do celular de Vorcaro, depois de ele ter sido alvo de uma operação de busca e apreensão no ano passado. A suspeita da PF é de que os pagamentos envolvem o Tayayá Resort, vendido pela Maridt a um fundo que tinha a participação do Master.

Por isso, a corporação já pediu a suspeição de Toffoli nos processos do Master no STF.

Nota de Dias Toffoli

Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, e o ministro do Supremo Tribunal Federal Dias Toffoli | Montagem: Revista Oeste/Shutterstock

“A Maridt é uma empresa familiar, constituída na forma de sociedade anônima de capital fechado, prevista na Lei 6.404/76, devidamente registrada na Junta Comercial e com prestação de declarações anuais à Receita Federal do Brasil. Suas declarações à Receita, bem como as de seus acionistas, sempre foram devidamente aprovadas.

O ministro Dias Toffoli faz parte do quadro societário, sendo a referida empresa administrada por parentes do ministro. De acordo com a Lei Orgânica da Magistratura, no artigo 36 da Lei Complementar 35/1979, o magistrado pode integrar o quadro societário de empresas e dela receber dividendos, sendo-lhe apenas vedado praticar atos de gestão na qualidade de administrador.

A referida empresa foi integrante do grupo Tayaya Ribeirão Claro até 21 de fevereiro de 2025. A participação anteriormente existente foi integralmente encerrada por meio de duas operações sucessivas, sendo a primeira a venda de cotas ao Fundo Arllen, em 27 de setembro de 2021, e a segunda a alienação do saldo remanescente à empresa PHD Holding, em 21 de fevereiro de 2025.

Deve-se ressaltar que tudo foi devidamente declarado à Receita Federal do Brasil e que todas as vendas foram realizadas dentro de valor de mercado.

Todos os atos e informações da Maridt e de seus sócios estão devidamente declarados à Receita Federal do Brasil sem nenhuma restrição.

A ação referente à compra do Banco Master pelo BRB foi distribuída ao ministro Dias Toffoli no dia 28 de novembro de 2025. Ou seja, quando há muito a Maridt não fazia mais parte do grupo Tayaya Ribeirão Claro.

Ademais, o ministro desconhece o gestor do Fundo Arllen, bem como jamais teve qualquer relação de amizade e muito menos amizade íntima com o investigado Daniel Vorcaro. Por fim, o ministro esclarece que jamais recebeu qualquer valor de Daniel Vorcaro ou de seu cunhado Fabiano Zettel”.

Leia também: “O dilema da toga”, artigo de Augusto Nunes publicado na Edição 308 da Revista Oeste

3 comentários
  1. Vicente Pinheiro
    Vicente Pinheiro

    Objetivos do Lula ao manipular o caso Vorcaro:
    . Se livrar da dependência Xandão-Gilmar.
    . Se vingar do Toffoli.
    . Chantagear Ciro Nogueira.
    . Abrir mais uma vaga no STF para facilitar a entrada do Bessias.

  2. Paulo Sérgio Gusson
    Paulo Sérgio Gusson

    O problema não é só se livrar desse canalha , o que vem depois colocado por esse bandido deve ser no mínimo do mesmo naipe .

  3. Alexandre Chamma
    Alexandre Chamma

    Todos,eu disse todos, brasileiros honrados e trabalhadores, a imprensa, ministros sérios do Supremo Tribunal ,executivo,legislativo e judiciário, sabem que essas duas laranjas podres, Toffoli e Alexandre de Moraes, são párias,são punguistas do dinheiro alheio e desmoralizaram o Supremo! Ninguém, eu disse ninguém, acredita nessas duas desgraças e ninguém que pode fazer, faz nada para jogar na rua essas ratazanas! Chega! Basta! O povo não aguenta mais tanta corrupção, tanta sacanagem e ter que chamar esses marcelas de excelências. O Supremo ficará desmoralizado se mantiver gente dessa estirpe em seus quadros. Basta!

Canal Oeste
Nossos colunistas
J. R. Guzzo (diretor perpétuo)
Augusto Nunes
Ana Paula Henkel
Guilherme Fiuza
Rodrigo Constantino
Alexandre Garcia
Antonio Cabrera
Eugênio Esber
Eugênio Esber
Evaristo de Miranda
Flávio Gordon
Roberto Motta
Miriam Sanger
Adalberto Piotto
Frank Furedi, da Spiked
Jeffrey A. Tucker.
Theodore Dalrymple
Flavio Morgenstern
Ubiratan Jorge Iorio
publicidade
Background
NEWSLETTER
Cadastre-se e receba nossas newsletter com matérias exclusivas toda semana
Background
TELEGRAM
Cadastre-se e receba nossas newsletter com matérias exclusivas toda semana
publicidade
Background
Assine a Revista Oeste
Seja um dos brasileiros que acreditam que o bom jornalismo transforma um país.