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Política

Deputados protocolam mais um pedido de 'impeachment' de Doria

Compra de respiradores, luvas e aventais superfaturados e fornecedor fantasma são apontados como causas de novo processo.

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Deputados protocolam novo processo de impeachment contra João Doria | Foto: Divulgação

Compra de respiradores, luvas e aventais superfaturados e fornecedor fantasma são apontados como causas de novo processo

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Deputados protocolam novo processo de impeachment contra João Doria | Foto: DIVULGAÇÃO

Os deputados estaduais Frederico d’Avila (PSL), Valéria Bolsonaro (PSL), Gil Diniz (PSL), Douglas Garcia (PTB), Major Mecca (PSL), Danilo Balas (PSL) e Castello Branco (PSL) protocolaram nesta quinta-feira, 10, mais um pedido de impeachment contra o governador João Doria na Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp).

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Além dos parlamentares estaduais, a deputada federal Carla Zambelli (PSL-SP) assina o novo pedido de cassação do mandato do governador paulista.

Na ação, além de todos os crimes já citados em processos anteriores, os parlamentares adicionaram a malfadada compra dos respiradores chineses, que saíram por cerca de R$ 620 mil cada um; a aquisição de aventais e luvas também por preços muito acima do praticado no mercado, com um par dos equipamentos de proteção individual saindo por R$ 34.

E, por fim, a descoberta de ao menos um fornecedor fantasma, a Maria Bonita Profissional Comércio de Cosméticos Eireli. A empresa, contratada para prestar serviços ao governo estadual durante a pandemia com dispensa de licitação, recebeu R$ 1,1 milhão. No endereço fornecido pela prestadora, porém, funciona a RM Garagem, higienizadora automotiva.

Desta vez, o processo vai em frente, garante o deputado Frederico D’Avila.

“Se o presidente Cauê Macris (PSDB) não aceitar, entramos com processo e vamos direto para a Comissão de Constituição e Justiça da Alesp”, explica. “Não conhecíamos essa ferramenta antes.”

O deputado também afirma que cada vez que um deles sai para fiscalizar, descobre algo novo — e errado — sobre o governo do tucano.

“Além das fraudes ‘manjadas’, como essa do fornecedor com endereço que não existe, aparecem coisas inacreditáveis”, conta d’Avila.”Hoje mesmo o Major Mecca encontrou 57 mil sacos para cadáver com validade até 1º de outubro.” Cabe lembrar que o Estado teve pouco menos de 32 mil mortos desde o começo da pandemia.

“O governo Doria lembra muito o governo Lula: aos amigos do Rei, tudo. Aos inimigos, a lei”, finaliza o parlamentar.

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