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Política

Deputado quer regularizar bronzeamento artificial

Proposta quer derrubar resolução da Anvisa que proíbe atividade

Delegado Antônio Furtado
Deputado Delegado Antônio Furtado é autor do projeto de lei | Foto: Elaine Menke/Câmara do Deputados

Um projeto de lei quer regularizar a atividade de bronzeamento artificial para fins estéticos no país, assim como a produção desses equipamentos no Brasil. A proposta que está tramitando na Câmara dos Deputados é de autoria do deputado Delegado Antônio Furtado (União/RJ).

Uma resolução de 2009 da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) proíbe a comercialização, fabricação e venda de máquinas de bronzeamento artificial, assim como a utilização desses equipamentos para fins estéticos. A Anvisa argumenta que esse tipo de procedimento oferece riscos à saúde da pele. De acordo com o projeto de lei, vai caber à própria Anvisa autorizar o uso das máquinas de bronzeamento artificial.

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O autor da proposta afirma que não há estudos definitivos que comprovem a relação desse procedimento e o câncer de pele.

“Inexiste lei que proíba ou autorize o bronzeamento artificial, em que pese a significativa procura por estes serviços, os quais merecem a disciplina que melhor atenda seus profissionais e consumidores”, afirma Furtado.

Na resolução da Anvisa, a agência argumenta que, segundo o International Agency for Research on Cancer, uma instituição ligada à Organização Mundial da Saúde (OMS), há evidências suficientes para considerar cancerígeno para humanos a exposição aos raios ultravioletas emitidos por equipamentos de bronzeamento artificial.

O projeto de lei será analisado pelas comissões de Desenvolvimento Econômico, Indústria, Comércio e Serviços; de Seguridade Social e Família; e de Constituição e Justiça e de Cidadania. Como essa análise será em caráter conclusivo, se aprovada em todas essas comissões, a proposta não precisará ser analisada e aprovada pelo plenário da Câmara.

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3 comentários
  1. Heidwaldo Seleghini
    Heidwaldo Seleghini

    Todo tipo de atividade relacionada a saúde deveria sempre ser objeto de educação e informação, nunca de restrição. Caberia a Anvisa regulamentar a atividade, educar e informar os consumidores dos riscos e estes, informados, deveriam se auto responsabilizar pelas suas decisões. Proibir é uma atitude paternalista e infantilizante. Só os que precisam de “papais” gostam terem sua liberdade de escolha cerceada e domesticada.

  2. BOANERGES FREITAS
    BOANERGES FREITAS

    Não vi, não li e não gostei. Deputado preocupado com estética? Brincadeira!!

  3. Renata Thomaz
    Renata Thomaz

    Inacreditável!!! Colocamos cada lixo no congresso….

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