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Política

Deputado diz que prisão de Bolsonaro acelera andamento do PL da Dosimetria

Paulinho da Força (Solidariedade-SP) disse que a mudança de contexto facilitou as articulações internas

Para Paulinho da Força (Solidariedade-SP), a prisão de Bolsonaro pode trazer consenso sobre o PL da Dosimetria | Foto: Lula Marques/Agência Brasil
Para Paulinho da Força (Solidariedade-SP), a prisão de Bolsonaro pode trazer consenso sobre o Projeto de Lei da Dosimetria | Foto: Lula Marques/Agência Brasil

A prisão preventiva do ex-presidente Jair Bolsonaro, que ocorreu neste sábado, 22, provocou alterações no cenário político da Câmara dos Deputados. A ação criou um ambiente mais favorável ao avanço do projeto que revisa as penas dos envolvidos nos atos de 8 de janeiro, conhecido como PL da Dosimetria. O relator da proposta, deputado Paulinho da Força (Solidariedade-SP), afirmou ao jornal O Globo que a mudança de contexto facilitou as articulações internas.

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De acordo com o parlamentar, alguns integrantes do Partido Liberal apresentavam resistência ao andamento do texto, mas a detenção do ex-presidente influenciou positivamente as negociações. “Acredito que a prisão do Bolsonaro acelera o processo da votação”, afirmou Paulinho.

Negociações e principais pontos do projeto que pode beneficiar Bolsonaro

O deputado disse que mantém contato direto com lideranças partidárias para buscar consenso sobre o texto final. “Conversava muito com o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), e com alguns líderes”, disse Paulinho. “Estou falando ainda hoje para ver se caminha.”

O relator do PL da Dosimetria ressaltou que a versão definitiva do parecer ainda não foi apresentada publicamente, mas antecipou um dos principais pontos em discussão.

Jair Bolsonaro prisão Moraes STF
Ex-presidente Jair Bolsonaro teve prisão preventiva decretada neste sábado, 22 | Foto: Tânia Rego/Agência Brasil

Entre as mudanças propostas, destaca-se a unificação das penas referentes aos supostos crimes de golpe de Estado e abolição violenta do Estado Democrático de Direito, que atualmente são somadas pelo Supremo Tribunal Federal. “O básico é juntar o golpe de Estado com a abolição violenta do Estado Democrático de Direito”, disse Paulinho da Força. Juntando as duas, há uma redução. Aplica a maior. Portanto, tem uma redução ali de seis, sete anos.”

Leia mais: “O sistema não quer a anistia”, reportagem de Silvio Navarro publicada na Edição 289 da Revista Oeste

Estima-se que, caso a unificação das penas seja aprovada, a condenação de Bolsonaro, atualmente fixada em 27 anos e 3 meses, poderá ser reduzida em pelo menos sete anos. Chegaria a cerca de 20, conforme o cálculo. O relator destacou ainda que outras alterações em análise podem impactar também as sentenças dos ex-ministros Braga Netto, Anderson Torres e Augusto Heleno.

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7 comentários
  1. Roberto Brandão Garcia
    Roberto Brandão Garcia

    Esse Paulinho da Força continua insistindo nessa “baboseira” de dosimetria? Nesse momento crítico deveria ficar calado. A ANISTIA QUE O POVO DESEJA É AMPLA, GERAL E IRRESTRITA. 🇧🇷🇧🇷🇧🇷

  2. Silva lilica
    Silva lilica

    Ahhh, tá!!! Era o que nos faltava… o milagre da ressurreicao novamente

  3. Rosângela Gomes
    Rosângela Gomes

    Nada de dosimetria, é anistia e ponto. Deveria ser anulação de todos os atos, mas por enquanto isso não será possível.

  4. Célio Antônio Carvalho
    Célio Antônio Carvalho

    Que isso meu caro, tome vergonha na cara, PeTralha!

  5. FLAVIO AUGUSTO ROSSI
    FLAVIO AUGUSTO ROSSI

    SÓ UM IDIOTA DESSE CALIBRE PODERIA VOMITAR ISSO !

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