O ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema publicou um novo vídeo satírico nas redes sociais para rebater o ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF). A postagem, de dois minutos, faz parte da série “Os Intocáveis” e entrou no ar nesta terça-feira, 2 de junho. O político do partido Novo reagiu depois que recebeu uma notificação oficial do Superior Tribunal de Justiça (STJ) por um crime de calúnia contra o magistrado.
+ Entenda o que é Política em Oeste
Receba nossas atualizações
A nova peça de humor foca o corte de verbas gerado com a saída do Banco Master do consórcio de apoiadores do fórum jurídico em Portugal. Na paródia, o personagem fictício lamenta o sumiço de R$ 8,3 milhões que bancavam jantares, uísques e voos privados na Europa em edições passadas. A locução de encerramento da sátira afirma que o patrimônio acumulado pelo magistrado chega à casa dos R$ 20 milhões.
A animação utiliza inteligência artificial para simular a imagem de Gilmar Mendes dentro de uma sauna, enrolado em uma toalha e bebendo champanhe em Lisboa. O personagem ironiza o esvaziamento político do Fórum de Lisboa e afirma que o evento arrecada dinheiro de empresários investigados pelo próprio STF. O vídeo também exibe o boneco digital com um relógio Rolex de ouro de R$ 395 mil e uma gravata italiana de luxo.
Notificação judicial motivou o contra-ataque do político
A retaliação na internet ocorreu menos de 24 horas depois de o STJ abrir o prazo de 15 dias para Zema apresentar sua defesa prévia. A Procuradoria-Geral da República (PGR) enviou a denúncia ao tribunal superior depois de Gilmar Mendes acionar o colega Alexandre de Moraes. O ministro exigiu a inclusão do mineiro no Inquérito das Fake News por causa de um vídeo anterior, de março, que usava fantoches para criticar as ligações de juízes com o escândalo do Banco Master.
O procurador-geral da República, Paulo Gonet, barrou a tentativa de incluir o ex-governador no inquérito do STF e remeteu o caso ao STJ. O chefe da PGR entendeu que as manifestações ocorreram dentro do espaço de atuação pública e política do pré-candidato à Presidência da República. Zema gravou um depoimento oficial para se dizer indignado com a perseguição e reafirmou que os ministros pegam carona em jatos de banqueiros.
O Inquérito das Fake News serve de pano de fundo para a queda de braço entre o político e o Judiciário. A investigação corre em sigilo desde março de 2019, sob a tutela de Alexandre de Moraes, depois de uma canetada de ofício do ministro Dias Toffoli. Zema declarou na internet que confia no restabelecimento da justiça e que não vai aceitar o silenciamento de suas críticas contra a conduta dos magistrados de Brasília.
Leia também: “Senado defende relator de CPI em ação da família de Moraes”








































Parabéns Zema. A carapuça serviu para a quadrilha togada.