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Política

Defesa de Cabral pede que STF anule atos praticados por Bretas na Lava Jato

Advogados citam condenação de ex-juiz pelo CNJ por conduta abusiva e parcial; Gilmar Mendes é o relator do processo

O ex-governador do Rio de Janeiro Sérgio Cabral: nova ofensiva contra a Lava Jato com o apoio do STF | Foto: Arquivo/Antonio Cruz/Agência Brasil
O ex-governador do Rio de Janeiro Sérgio Cabral: nova ofensiva contra a Lava Jato com o apoio do STF | Foto: Arquivo/Antonio Cruz/Agência Brasil

A defesa do ex-governador do Rio de Janeiro Sérgio Cabral solicitou ao Supremo Tribunal Federal (STF) a anulação de todos os atos processuais praticados pelo ex-juiz Marcelo Bretas, responsável pela Operação Lava Jato no Estado. O pedido tem como base principalmente a decisão recente do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), que puniu Bretas com a aposentadoria compulsória. Essa, aliás, é a penalidade máxima prevista para magistrados.

Em petição apresentada nesta segunda-feira, 23, os advogados de Cabral afirmam que Bretas “manipulou ilegalmente sua competência” para garantir assim que fosse o responsável pela Operação Calicute, primeira fase da Lava Jato no Rio de Janeiro. A operação levou à prisão do ex-governador em 2016. Segundo a defesa, a condução do processo investigativo deveria caber à Justiça Eleitoral, e não à Justiça Federal.

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Defesa de Cabral espera apoio de Gilmar Mendes

O relator do caso é o ministro Gilmar Mendes, que já analisa esse processo desde 2023. O pedido abrange a anulação de decisões como homologação de delações premiadas, medidas cautelares e ordens de bloqueio de bens. “É necessário declarar a nulidade de todos os atos processuais praticados por Marcelo Bretas”, diz a petição.

No início de junho, o CNJ concluiu três processos disciplinares contra Bretas, que já estava afastado do cargo. As apurações apontaram práticas de parcialidade, conluio com o Ministério Público e uso indevido das funções judiciais.

Cabral, que chegou a acumular mais de 400 anos de prisão em condenações, foi solto em 2022 por decisão da 2ª Turma do STF, mas ainda responde a processos em diferentes instâncias. A eventual anulação dos atos pode alterar o curso de parte dessas ações.

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