Depois de quase 7 horas a sessão da CPMI do INSS foi marcada por uma confusão entre o advogado Bruno Garcia Borragine, que faz a defesa de um aliado do irmão de Lula, e os deputados Maurício Marcon (Podemos-RS), Cabo Gilberto (PL-PB) e Luiz Lima (Novo-RJ).
Parlamentares da CPMI do INSS recebem, nesta quinta-feira, 9, o presidente do Sindicato Nacional dos Aposentados, Pensionistas e Idosos da Força Sindical (Sindnapi), Milton Baptista de Souza Filho. O aliado do irmão de Lula, Frei Chico, decidiu ficar em silêncio diante das interpelações e sequer precisou assinar um termo de compromisso de falar a verdade – amparado por habeas corpus.
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Em meio à sua fala crítica ao silêncio de Milton Baptista na comissão, o advogado de defesa do sindicalista interveio. Bruno Borragine pediu “pela ordem” ao presidente do colegiado, o senador Carlos Viana (Podemos-MG).
Nesse momento, os deputados também falaram que o advogado não teria como pedir “pela ordem” – interrompendo a fala de algum parlamentar – porque ele não seria um parlamentar. O desentendimento prosseguiu, e Bruno Borragine passou a apontar o dedo da mesa do colegiado.
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Com essa ação, o deputado Luiz Lima disse que o advogado não teria o “direito” de apontar o dedo para ele ou para qualquer outro parlamentar. A discussão seguiu até ser contida por Carlos Viana.
Presidente da CPMI do INSS critica habeas corpus
Segundo Viana, a decisão permite que o sindicalista fique em silêncio durante seu depoimento na CPMI do INSS. Para o parlamentar, a concessão do habeas corpus faz parte de um “grande movimento de blindagem” que estaria protegendo pessoas e entidades próximas ao governo e a estruturas sindicais investigadas por suspeita de desvio bilionário de recursos de aposentados.
“No meu entendimento como parlamentar, nós estamos diante de um grande movimento de blindagem de pessoas próximas inclusive ao governo, aos sindicatos, e que estão usando da legislação para poder não dar explicações aos brasileiros”, afirmou o senador. “Por mais que concorde e respeite, é um absurdo isso. Ele não precisa nem responder as indagações, fica isento do juramento e pode mentir. É uma indignação absurda que alguém que tem muito a explicar venha para cá para ficar em silêncio.”

O presidente da comissão ainda sinalizou, mais uma vez, que a decisão do Supremo não impedirá o avanço das investigações. Ele já tinha dado uma declaração nesse sentido anteriormente.
“Hoje nós estamos mais uma vez de mãos amarradas por conta de uma decisão do STF que, eu repito, no mínimo é estranha e me parece parte de um grande esquema de blindagem que usa advogados milionários com muito relacionamento e amizades com os poderes em Brasília”, declarou. “Mas isso não vai adiantar. As provas que nós temos, as movimentações de contas bancárias, por si só já falam.”
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