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Política

Erika Hilton diz estar ‘chocada e decepcionada’ com Psol

Deputada questiona divisão de recursos eleitorais e cobra cumprimento de acordos internos da sigla

A deputada federal Erika Hilton: dúvidas sobre legitimidade | Foto: Divulgação/Câmara dos Deputados
A deputada federal Erika Hilton: dúvidas sobre legitimidade | Foto: Divulgação/Câmara dos Deputados

A deputada federal Erika Hilton (Psol-SP) criticou a direção do próprio partido nesta terça-feira, 23. Em uma publicação na rede social X, ela afirmou estar “chocada e decepcionada” com o descumprimento de acordos internos, principalmente na divisão de recursos para campanhas.

A parlamentar questionou os critérios adotados pelo Psol para distribuir o Fundo Eleitoral entre seus pré-candidatos. Neste ano, a sigla receberá R$ 131 milhões para financiar as campanhas pelo país.

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Segundo Erika, a ex-deputada Manuela D’Ávila, pré-candidata ao Senado pelo Rio Grande do Sul, teria previsão de receber mais que o dobro do valor destinado a ela. A deputada também citou Juliano Medeiros, presidente da Federação Psol-Rede, e afirmou que ele teria prioridade equivalente à sua na divisão dos recursos.

“Sou uma deputada negra e travesti”, afirmou Erika. “Para viajar São Paulo, maior Estado do país, puxando votos, preciso de uma logística imensa e de um esquema de segurança fortíssimo.”

Erika Hilton cobra estrutura e cita acordos internos

Na publicação, Erika Hilton afirmou que a direção do Psol não poderia ignorar as necessidades de sua candidatura. Segundo ela, a falta de estrutura poderia prejudicar sua campanha pela reeleição à Câmara dos Deputados e comprometer sua segurança.

“É um absurdo que a direção partidária feche os olhos”, declarou a deputada, ao comparar a prioridade dada a diferentes pré-candidaturas dentro da sigla.

Leia também: “Universidade homenageia Erika Hilton e reforça suspeita de politização acadêmica

Erika também classificou a situação como “privilégio branco e cis” e afirmou respeitar a trajetória de outros nomes do partido. Ela, que se apresenta como mulher trans, disse que gostaria de ver todos eleitos, mas questionou os critérios usados pela legenda.

A parlamentar também mencionou acordos firmados com a direção do Psol e com a corrente interna Revolução Solidária, da qual faz parte junto com Guilherme Boulos, atual ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência. Ela, porém, não detalhou quais pontos teriam sido descumpridos pelo comando do Psol.

Erika Hilton (PSOL-SP) | Foto: Bruno Spada/Câmara dos Deputados
Erika Hilton (Psol-SP) | Foto: Bruno Spada/Câmara dos Deputados

Erika afirmou ainda que decidiu permanecer no Psol em vez de migrar para o PT para ajudar o partido a superar a cláusula de barreira, regra do Tribunal Superior Eleitoral que restringe o acesso de legendas a recursos e tempo de propaganda conforme o desempenho eleitoral.

A ex-deputada Manuela D’Ávila é uma das principais apostas do Psol para ampliar sua presença no Senado. A legenda está sem representante na Casa desde a desfiliação de Randolfe Rodrigues (PT-AP), em 2015.

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