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Uma pesquisa do Datafolha revela que a percepção dos brasileiros sobre a pobreza mudou nos últimos quatro anos, com o percentual que associa a pobreza à falta de vontade de trabalhar subindo de 22% em 2022 para 40% em 2026, o maior índice da série histórica.
O número de brasileiros que associam a pobreza à falta de vontade de trabalhar aumentou de forma expressiva nos últimos quatro anos. Segundo pesquisa Datafolha divulgada na sexta-feira, 3. O porcentual passou de 22%, em 2022, para 40% neste ano, o maior índice registrado pela série histórica do instituto.
Apesar da mudança, a maioria dos entrevistados continua afirmando que a pobreza está ligada principalmente à falta de oportunidades. Essa parcela, porém, caiu de 76% para 58% no mesmo período. Outros 3% disseram não saber responder.
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O levantamento ouviu 2.004 eleitores com 16 anos ou mais, nos dias 17 e 18 de junho, em 139 municípios. A margem de erro é de dois pontos porcentuais, para mais ou para menos.
Série histórica mostra mudança de percepção
Na série histórica, os porcentuais dos que atribuem a pobreza à falta de vontade de trabalhar foram de 32% em 2013, 37% em 2014, 21% em 2017, 22% em 2022 e 40% em 2026.
Os resultados também variam conforme o perfil do entrevistado. Entre pessoas com 60 anos ou mais, 49% relacionam a pobreza à falta de vontade de trabalhar, enquanto 48% apontam a ausência de oportunidades. Já entre jovens de 16 a 24 anos, 74% afirmam que o principal fator é a desigualdade de oportunidades. E 22% atribuem a situação à falta de disposição para o trabalho.
No recorte por intenção de voto para a Presidência, 52% dos eleitores de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) associam a pobreza à falta de vontade de trabalhar, contra 44% que apontam a falta de oportunidades. Entre os eleitores do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, 70% relacionam a pobreza à ausência de oportunidades e 28% à falta de vontade de trabalhar.
A pesquisa também identificou diferenças por ocupação. Entre empresários, 56% atribuem a pobreza à falta de vontade de trabalhar, o maior porcentual entre as categorias analisadas. Entre funcionários públicos, esse índice é de 28%.
Mesmo entre os entrevistados com renda familiar superior a dez salários mínimos, a maioria, 63%, considera que a pobreza está mais ligada à falta de oportunidades do que à falta de vontade de trabalhar.
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