publicidade
Política

CPI do Crime Organizado encerra trabalhos com baixa adesão e sem ouvir 90 convocados

Depois de convocar pelo menos 110 pessoas, grupo parlamentar conseguiu ouvir apenas 18, desde o início das atividades

CPI do Crime Organizado
A instalação da CPI do Crime Organizado | Foto: Andressa Anholete/Agência Senado

A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) dedicada à investigação sobre o crime organizado no Brasil encerra suas atividades nesta terça-feira, 14, depois de quatro meses de funcionamento, sem conseguir ouvir mais de 90 pessoas que haviam recebido convocação ou convite.

+ Leia mais notícias de Política em Oeste

Receba nossas atualizações

Segundo levantamento da CNN Brasil, a comissão aprovou a convocação de pelo menos 110 nomes. Entre eles, havia ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), governadores e especialistas em segurança pública. No entanto, apenas 18 pessoas prestaram depoimento desde o início dos trabalhos.

Baixa adesão e ausências marcantes na CPI

Fachada do Congresso Nacional, a sede das duas Casas do Poder Legislativo brasileiro, em alusão à nota do PL da Dosimetria | Foto: Jefferson Rudy/Agência Senado
Fachada do Congresso Nacional, a sede das duas Casas do Poder Legislativo brasileiro | Foto: Jefferson Rudy/Agência Senado

Antes de finalizar e votar o relatório conclusivo, a CPI pretende ouvir nesta terça-feira, 14, o ex-governador do Rio de Janeiro Cláudio Castro (PL). Na mesma data, os membros do colegiado também votam o relatório final.

Entre os convidados ainda em fevereiro, estavam os ministros Dias Toffoli e Alexandre de Moraes, do STF, e o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo. Os dois ministros não compareceram. O colegiado ouviu Galípolo na semana passada.

O grupo de trabalho também buscou, mas não obteve, os depoimentos do ex-presidente do Banco Central Roberto Campos Neto e do ex-governador do Distrito Federal Ibaneis Rocha (MDB).

Leia mais: “O Brasil acordou”, artigo de Adalberto Piotto publicado na Edição 317 da Revista Oeste

Ambos eram convocados obrigatoriamente, mas não compareceram depois de obterem habeas corpus no STF. O objetivo era esclarecer questões sobre fraudes financeiras no Banco Master.

Pressão por prorrogação e embate político

A comissão pretendia ainda ouvir ao menos 11 governadores e seus secretários de Segurança Pública. A intenção era traçar um panorama da atuação do crime organizado nos Estados, mas somente Jorginho Mello (PL-SC) participou das audiências.

A cúpula da CPI pressionou o presidente do Congresso, Davi Alcolumbre (União-AP), para estender os trabalhos por mais 60 dias. Contudo, o pedido foi negado, sob a justificativa da proximidade das eleições.

Leia também: “O que o Galípolo não quis (ou não pôde) responder”, artigo de Eugênio Esber publicado na Edição 317 da Revista Oeste

“Ele [Alcolumbre] justifica dizendo que se trata de um ano eleitoral, e na visão dele não é bom ter uma CPI tramitando”, afirmou o relator Alessandro Vieira (MDB-SE), depois de reunião com o presidente do Senado na terça-feira 7. “É óbvio que não concordamos, entendo que o presidente Davi presta um grande desserviço à população.”

Leia mais sobre:

1 comentário
  1. Plínio de Assis Tavares Junior
    Plínio de Assis Tavares Junior

    Isso oq o crime wsta tao ou mais organizado ou mesmo infiltrado em todos os lugares,incluindo e pp ,no congresso.

Canal Oeste
Nossos colunistas
J. R. Guzzo (diretor perpétuo)
Augusto Nunes
Ana Paula Henkel
Guilherme Fiuza
Rodrigo Constantino
Alexandre Garcia
Antonio Cabrera
Eugênio Esber
Eugênio Esber
Evaristo de Miranda
Flávio Gordon
Roberto Motta
Miriam Sanger
Adalberto Piotto
Frank Furedi, da Spiked
Jeffrey A. Tucker.
Theodore Dalrymple
Flavio Morgenstern
Ubiratan Jorge Iorio
publicidade
Background
NEWSLETTER
Cadastre-se e receba nossas newsletter com matérias exclusivas toda semana
Background
TELEGRAM
Cadastre-se e receba nossas newsletter com matérias exclusivas toda semana
publicidade
Background
Assine a Revista Oeste
Seja um dos brasileiros que acreditam que o bom jornalismo transforma um país.