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Política

Correios transferem R$ 7,6 bi ao fundo de pensão Postalis

A estatal pretende cobrir metade do déficit de R$ 15 bilhões do plano de aposentadoria

Os Correios afirmaram que realizaram a operação ‘em atendimento às normas do setor e depois de um rigoroso processo de aprovações junto aos órgãos competentes’ | Foto: Agência Brasil
A empresa calculou o fluxo de caixa válido até dezembro de 2025 | Foto: Agência Brasil

Os Correios firmaram um contrato para transferir R$ 7,6 bilhões ao fundo de pensão do Instituto de Seguridade Social dos Correios e Telégrafos (Postalis). O jornal O Estado de S. Paulo publicou as informações nesta terça-feira, 20.

A estatal tomou a decisão para cobrir metade do déficit de R$ 15 bilhões do plano de aposentadoria que parou de aceitar novos participantes em 2008. A outra metade será paga por funcionários, aposentados e pensionistas.

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Segundo o Termo de Ajustamento de Conduta, investimentos feitos de 2011 a 2016, durante o governo de Dilma Rousseff, geraram prejuízo de R$ 4,7 bilhões. Atualmente, o valor corrigido pela inflação e pela meta atuarial (projeção para cumprir as obrigações) é de R$ 9,1 bilhões. Isso representa 60% do rombo. O restante vem de déficits acumulados desde 1981.

De acordo com o Estadão, os Correios realizaram a operação “em atendimento às normas do setor e depois de um rigoroso processo de aprovações junto aos órgãos competentes”. Além disso, um estudo técnico mostrava que o plano de benefício definido tinha recursos para honrar compromissos só até agosto de 2025.

Os déficits dos Correios 

A empresa, com déficit de R$ 800 milhões no primeiro trimestre de 2024 e de quase R$ 600 milhões no ano passado, está desembolsando R$ 33 milhões mensais desde fevereiro para socorrer o Postalis. Os participantes perderam benefícios e sofreram descontos de até 37%.

No governo Dilma, o plano teve resultado negativo de 7%, com meta atuarial de 118%. Em 2012, o déficit era de R$ 985 milhões e, dois anos depois, saltou para R$ 5,6 bilhões.

O acordo para equacionamento do rombo foi firmado em fevereiro de 2020, ainda sob a gestão do ex-presidente Jair Bolsonaro. No entanto, estava parado em virtude dos processos judiciais em que o Postalis tenta recuperar valores perdidos.

Prejuízos e fraudes

Ainda segundo o Estadão, parte do prejuízo foi causada por alocações de capital associadas a interesses políticos, fraudes e má gestão. 

Um exemplo foi a adesão do Postalis ao fundo Brasil Sovereign II, que trocou títulos da dívida pública brasileira por ativos venezuelanos e argentinos.

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4 comentários
  1. Ronaldo mesquita vieira
    Ronaldo mesquita vieira

    A PTzada nomeia os diretores dos fundos de pensao,saqueiam o dinheiro dos associados r depois poe a sociedade toda para pagar.e o pais do Xandao.

  2. MARCO ANTONIO CARDOSO VILARINHO
    MARCO ANTONIO CARDOSO VILARINHO

    Trocaram títulos da dívida brasileira por títulos da dívida venezuelana e argentina. A reportagem fala abertamente em fraude. Centenas de funcionários dos Correios ficaram sem suas aposentadorias, em uma fase da vida que não se consegue mais arrumar outro emprego, porque se está velho e, no Brasil, passou dos 50, não se consegue emprego fácil. E fica tudo por isso mesmo. Ninguém é punido. Muito pelo contrário. Inventa-se um erro de CEP e o nove dedos vira presidente. Agora descobre-se que juízes queriam contratar jagunços, para prender quem pensava diferente. Isto aqui não é Cuba, é pior, porque é maior. Então, não existe só um Fidel, existem vários.

  3. Mario Hugo Ladeira Filho
    Mario Hugo Ladeira Filho

    Com dinheiro dos pagadores de impostos tentam compensar o que fizeram lá trás no escândalo do “Mensalão”.
    Ninguém se esquece daquela cena de um maço de dinheiro passando de uma mão pra outra.
    Aí veio o Roberto Jeferson dedando.
    Tá preso pela ousadia.
    Vendetta!

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