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Política

Correios aprovam plano para reverter crise

Objetivo é restabelecer a saúde financeira da estatal

Apesar das mudanças e cortes, os Correios reforçam que a universalização dos serviços postais permanece um ‘compromisso estratégico e social inegociável’ | Foto: Uiliam Grizafis/Revista Oeste
Apesar das mudanças e cortes, os Correios reforçam que a universalização dos serviços postais permanece um ‘compromisso estratégico e social inegociável’ | Foto: Uiliam Grizafis/Revista Oeste

Depois de 12 trimestres seguidos de prejuízo, os Correios obtiveram aprovação dos conselhos para um novo plano de reestruturação. O objetivo é restabelecer a saúde financeira da estatal e reforçar a atuação como principal operadora logística do país.

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De acordo com informações do portal g1, a estratégia se apoia em três pilares: saneamento das finanças, consolidação do modelo de negócios e crescimento planejado. Para viabilizar as ações, a diretoria prevê captar R$ 20 bilhões em empréstimos com um consórcio bancário até o fim de novembro.

Principais medidas do plano de reestruturação dos Correios

Dentre as iniciativas previstas para os próximos 12 meses, estão a implantação de um Programa de Demissão Voluntária, ajustes na rede de atendimento com a possível extinção de até mil agências deficitárias e modernização dos sistemas operacionais e tecnológicos. Além disso, a empresa planeja a venda de imóveis, que pode render até R$ 1,5 bilhão em ativos.

Também faz parte dos planos ampliar o portfólio voltado ao comércio eletrônico e avaliar fusões e aquisições como parte da reconstrução da companhia em médio prazo. Embora o comunicado oficial não detalhe como cada medida será executada, os Correios ressaltam que todas foram aprovadas pelos conselhos depois de ser antecipadas pelo presidente Emmanoel Rondon no começo de outubro.

Correios dizem que empresa está 'sucateada' por gestão de Jair Bolsonaro (PL) | Foto: Reprodução/Twitter/X
O último PDV desligou 3,5 mil funcionários e promete gerar uma economia de R$ 750 milhões por ano a partir de 2026 | Foto: Reprodução/Twitter/X

Apesar das mudanças e dos cortes, os Correios reforçam que a universalização dos serviços postais permanece um “compromisso estratégico e social inegociável”, segundo o comunicado. Mesmo enfrentando déficit de R$ 4,5 bilhões no primeiro semestre de 2025, a estatal afirma ser a única capaz de chegar a todos os municípios, inclusive áreas remotas, o que inclui a entrega de materiais didáticos, insumos eleitorais e apoio em crises humanitárias.

Números oficiais que mostram o rombo dos Correios | Foto: Revista <b>Oeste</b>
Números oficiais que mostram o rombo dos Correios | Foto: Revista Oeste

O sucesso do plano está condicionado à execução das medidas e à conjuntura econômica. Entre os desafios estão a dependência de crédito, a necessidade de vender ativos em um mercado incerto e a competição com empresas privadas em um setor altamente regulado. A expectativa é reduzir o déficit em 2026 e retomar o lucro em 2027.

Conforme reportagem publicada na Edição 287 da Revista Oeste, o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva se isenta da culpa do rombo e responsabiliza a gestão do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

A estatal sob os governos do PT

Contudo, os números oficiais mostram que as crises dos Correios estão ligadas às gestões petistas. A gênese do primeiro escândalo do governo do PT, por exemplo, foi justamente os Correios, em 2005.

Naquele ano, a revista Veja divulgou um vídeo que mostra quando Maurício Marinho, um dos diretores da empresa, recebe R$ 3 mil em propina.

Apesar do valor pífio comparado a outros escândalos, a divulgação do material deu início a uma das maiores crises políticas que o Brasil enfrentou.

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1 comentário
  1. FLAVIO AUGUSTO ROSSI
    FLAVIO AUGUSTO ROSSI

    São duas as únicas possibilidades….a mais coerente é fechar a segunda tentar privatizar….. algo que é uma fantasia !

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