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Economia

TCU mostra omissão de R$ 1 bi em prejuízo dos Correios em 2023

Auditoria do tribunal revela que prejuízo correto naquele ano chegou a R$ 1,7 bilhão; estatal nega

correios
Segundo o relatório técnico, esse valor refere-se a provisões para indenizações trabalhistas | Foto: Tânina Rego/Agência Brasil

O Tribunal de Contas da União (TCU) identificou, por meio de auditoria, indícios de que os Correios omitiram um prejuízo de R$ 1 bilhão no balanço do primeiro ano da gestão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Segundo o relatório técnico, esse valor refere-se a provisões para indenizações trabalhistas.

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De acordo com o TCU, a quantia deveria ter sido lançada como resultado negativo em 2023. No entanto, a estatal retirou a provisão do balanço do ano passado, sob a justificativa de que uma decisão favorável em ação judicial movida por empregados em 2023 permitiu a reversão do valor, sem impactar o resultado anual.

Os dados oficiais divulgados durante a administração de Floriano Peixoto, no governo de Jair Bolsonaro, mostravam lucro de R$ 200 milhões em 2022. Contudo, a atual gestão revisou os números e afirmou que houve prejuízo de R$ 808 milhões naquele ano e de R$ 694 milhões em 2023.

TCU
Fachada do Tribunal de Contas da União (TCU) | Foto: Leopoldo Silva/Agência Senado

O TCU sugere que, se a provisão de R$ 1 bilhão tivesse sido considerada corretamente, o prejuízo dos Correios em 2023 alcançaria R$ 1,7 bilhão. O órgão destaca que a reversão foi feita em desacordo com normas contábeis e diretrizes internas da empresa, conforme consta no relatório obtido pelo portal UOL.

Defesa dos Correios e andamento do processo

Segundo os Correios, não existiu nenhuma irregularidade. A estatal informou ao tribunal que o processo trabalhista ainda não transitou em julgado, de modo a permitir recursos, e que a situação atual é favorável à empresa. O TST suspendeu o andamento das ações sobre o pagamento de bônus a empregados externos.

O relatório da auditoria ainda não teve aval dos ministros do TCU, que podem discordar do entendimento técnico. No processo, a estatal solicita apenas uma “recomendação” para ajuste do balanço, ao invés de uma “determinação”.

Leia também: “Uma bomba chamada Correios”, reportagem de Lucas Cheiddi e Uiliam Grizafis publicada na Edição 287 da Revista Oeste

Apesar disso, a área técnica do TCU rejeita essa sugestão e defende a correção imediata das demonstrações financeiras para garantir a precisão das contas. O parecer destaca que normas contábeis foram descumpridas, de forma a pôr em risco a credibilidade dos números apresentados.

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