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Política

COP30: hospedagem custa até R$ 2,2 milhões por 11 dias em Belém

Oferta limitada de leitos em hoteis e casas eleva preços na capital paraense e preocupa delegações estrangeiras

A realização da COP30 em Belém, no Pará, tem sido um dos principais 'investimentos' do governo Lula | Foto: Ricardo Stuckert/PR
Países reclamaram publicamente das tarifas, que variaram de R$ 6 mil a R$ 238 mil por diária | Foto: Ricardo Stuckert/PR

A 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP30) acumula mais uma controvérsia. Com oferta limitada de hospedagem durante o evento, marcado para novembro em Belém (PA), os preços da hospedagem dispararam.

Hoteis, pousadas e Airbnbs chegam a cobrar até R$ 2,2 milhões pelos 11 dias do evento da Organização das Nações Unidas. A Conferência ocorrerá de 10 a 21 de novembro, com o investimento do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

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Leia a reportagem “A COP dos absurdos”, da Edição 266 da Revista Oeste

De acordo com o jornal O Estado de S. Paulo, cidades vizinhas, como Ananindeua — a 21 km de Belém —, também registram valores elevados. Uma casa para duas pessoas pode custar R$ 600 mil, com diária de R$ 53,4 mil. Entre os imóveis mais caros está uma casa de 800 m², com dois quartos, piscina, varanda e terraço. A diária chega a R$ 202,9 mil.

Governo tenta ampliar rede de hospedagem para a COP30

A plataforma oficial de hospedagem da COP30, que deve ajudar os participantes a encontrarem acomodações, teve a empresa responsável anunciada apenas uma semana atrás. A organização do evento informou que Belém dispõe de cerca de 36 mil leitos, incluindo hotéis, aluguéis por temporada e navios de cruzeiro.

O Palácio do Planalto e o governo do Pará anunciaram ações para ampliar a rede hoteleira. Entre as medidas estão a reforma de hotéis, a construção de quatro novas unidades, a adaptação de escolas como hostels e a contratação de navios pelo governo federal. A meta é oferecer “soluções para hospedagens de diversos padrões”.

Telegramas trocados entre embaixadas brasileiras de janeiro a abril revelam preocupação com a escassez de vagas e a alta nos preços. Ainda segundo o Estadão, a embaixada em Pequim informou que o governo chinês relatou “grande dificuldade em reservar hotéis, os quais apresentam baixa disponibilidade e preço muito elevado”.

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Em Londres, a Embaixada do Brasil mencionou o CEO da Climate Action, Nick Henry. Ele relatou em carta que “vários executivos e representantes do setor privado estariam considerando desistir da participação por causa da falta de acomodação”.

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1 comentário
  1. Celso Eveling Caetano
    Celso Eveling Caetano

    Perda de tempo e de dinheiro, bem a cara fo governo perdulário e gastador do ladrão, é copa é olimpiadas é isso é aquilo, tudo com a intenção de se locupletar, pois é dinheiro público sem licitação, obras inacabadas e propina, como no caso dos respiradores comprados pelo consorcio nordeste, sempre eles, sem licitação, pagos à vista, comprados de loja de maconha e nunca entregues.

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