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Política

COP30: governo Lula define plataforma oficial de hospedagem

Gestão petista quer concentrar as reservas em um sistema central; conferência sobre o clima deve receber 50 mil pessoas

A realização da COP30 em Belém, no Pará, tem sido um dos principais 'investimentos' do governo Lula | Foto: Ricardo Stuckert/PR
Países reclamaram publicamente das tarifas, que variaram de R$ 6 mil a R$ 238 mil por diária | Foto: Ricardo Stuckert/PR

A poucos meses da realização da Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas (COP30) em Belém, o governo Luiz Inácio Lula da Silva definiu a Bnetwork como responsável pela plataforma oficial de hospedagem do evento.

A medida busca concentrar as reservas em um sistema central, o que proporcionaria “mais praticidade” para quem pretende participar da conferência sobre o clima. Com a previsão de receber 50 mil visitantes, a preocupação com a quantidade de leitos disponíveis cresceu nos últimos meses.

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Em janeiro, Belém contava com 18 mil vagas, número que subiu para 36 mil em abril, depois de esforços da organização do evento.

Levantamento e divulgação dos leitos disponíveis

Hotel da COP-30, em Belém (PA), com recursos de Itaipu I Reprodução
Hotel da COP30, em Belém (PA), com recursos de Itaipu I Reprodução/Redes sociais

Atualmente, a Bnetwork faz um levantamento detalhado dos leitos existentes em hotéis e imóveis particulares, em colaboração com autoridades locais e o setor turístico. Quando a contagem estiver finalizada, o total de vagas será divulgado para o público interessado.

A empresa escolhida já acumulou experiência em edições passadas da COP, como as realizadas em Dubai e Baku.

O lançamento da plataforma estava previsto para março. Porém, em abril, o governo Lula ainda buscava consenso com a rede hoteleira do Pará para garantir limites nos preços das acomodações durante a conferência.

O governo do Pará também está construindo um megahotel para autoridades e convidados, orçado em R$ 200 milhões. A obra é bancada pela Itaipu Binacional.

Governo Lula paga 600% mais caro por galões de água para a COP30

O governo do presidente Lula autorizou a compra de galões de água para a 30ª COP30 com preços até 611% maiores que os praticados em outras compras públicas. O prejuízo estimado chega a R$ 896 mil.

O valor total do contrato para abastecimento do evento alcança R$ 1 milhão. Serão 51 mil galões de 20 litros destinados às duas semanas da conferência. Desse montante, 14,2 mil unidades custaram R$ 30,22 cada um. Outras 37,5 mil saíram por R$ 18,27 a unidade.

Ambos os valores ultrapassam, e muito, os preços firmados em contratos semelhantes. Dados do Painel de Preços do governo federal revelam essa diferença.

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