publicidade
Política

Com saída de Fux da 1ª Turma, Moraes volta a pautar casos do 8 de janeiro

O relator dos casos no STF agendou o julgamento de 45 processos no plenário virtual

Julgamento da Ação Penal 2.668 - 02/09/2025 | Foto: Luiz Silveira/STF
Julgamento da Ação Penal 2.668 - 02/09/2025 | Foto: Luiz Silveira/STF

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), voltou a pautar julgamentos de réus do 8 de janeiro. Isso ocorreu depois que o ministro Luiz Fux pediu para deixar a 1ª Turma e passar a integrar a 2ª Turma, a partir da aposentadoria antecipada de Luís Roberto Barroso.

+ Leia mais notícias de Política em Oeste

Receba nossas atualizações

Relator de todos os casos relacionados ao 8 de janeiro, Moraes não pautava nenhum julgamento desde o começo do segundo semestre deste ano. É que Fux vinha discordando de Moraes.

Entre os cinco ministros da Turma, ele era o único voto divergente e, assim como fez no julgamento da Ação Penal n° 2.668, em que o ex-presidente Jair Bolsonaro e outros sete aliados eram réus —, vinha indicando ilegalidades na competência do STF para julgar pessoas sem foro, falta de competência da 1ª Turma (os casos deveriam ser julgados no plenário), cerceamento de defesa e falta de provas para condenar os réus.

Agora, com a saída de Fux da 1ª Turma, Moraes voltou a agendar julgamentos. Fux pediu para deixar a 1ª Turma em 22 de outubro. Duas semanas depois, Moraes retomou o julgamento dos executores da tentativa de golpe, com o agendamento de 45 processos para apreciação em plenário virtual. Esses julgamentos começaram em 14 de novembro. Em todos, Moraes votou pela condenação dos acusados.

Mudança de Fux

Luiz Fux no julgamento da Ação Penal 2.668 - 02/09/2025 | Foto: Luiz Silveira/STF
Luiz Fux no julgamento da Ação Penal 2.668 – 02/09/2025 | Foto: Luiz Silveira/STF

Fux, que no começo votava com Moraes, acabou mudando de entendimento a partir do fim do ano passado. Em março, depois de ampla pressão no caso da cabeleireira Débora Rodrigues dos Santos, Fux consolidou a mudança de entendimento. Moraes votou para condenar a cabeleireira que escreveu, com batom, “perdeu, mané” na estátua A Justiça a 17 anos de prisão.

Depois de analisar o caso, Fux defendeu pena de um ano e seis meses de prisão em regime aberto pelo crime de dano ao patrimônio tombado. Para ele, não havia nenhuma prova dos outros crimes de que ela foi acusada — e condenada pelos pares. Ela foi condenada por golpe de Estado, tentativa de abolição do Estado Democrático de Direito, organização criminosa e dano, além de dano ao patrimônio tombado.

A partir desse episódio, Fux passou a divergir de Moraes na 1ª Turma e a pedir vista para analisar os casos com maior profundidade. Diante dessa nova postura, Moraes deixou de encaminhar julgamentos do 8 de janeiro ao colegiado, retirando até processos já pautados.

Leia também: Um voto supremo, reportagem de Silvio Navarro e Cristyan Costa publicada na Edição 287 da Revista Oeste

Leia mais sobre:

2 comentários
  1. Plínio de Assis Tavares Junior
    Plínio de Assis Tavares Junior

    Esse cara está com fixação no Bolsonaro. Algo me diz que além da patologia de fundo , é amor platônico.

Canal Oeste
Nossos colunistas
Foto do autor J. R. Guzzo (diretor perpétuo)
J. R. Guzzo (diretor perpétuo)
Foto do autor Augusto Nunes
Augusto Nunes
Foto do autor Ana Paula Henkel
Ana Paula Henkel
Foto do autor Guilherme Fiuza
Guilherme Fiuza
Foto do autor Rodrigo Constantino
Rodrigo Constantino
Foto do autor Alexandre Garcia
Alexandre Garcia
Foto do autor Antonio Cabrera
Antonio Cabrera
Foto do autor Eugênio Esber
Eugênio Esber
Foto do autor Evaristo de Miranda
Evaristo de Miranda
Foto do autor Flávio Gordon
Flávio Gordon
Foto do autor Roberto Motta
Roberto Motta
Foto do autor Miriam Sanger
Miriam Sanger
Foto do autor Adalberto Piotto
Adalberto Piotto
Foto do autor Frank Furedi, da Spiked
Frank Furedi, da Spiked
Foto do autor Jeffrey A. Tucker.
Jeffrey A. Tucker.
Foto do autor Theodore Dalrymple
Theodore Dalrymple
Foto do autor Flavio Morgenstern
Flavio Morgenstern
Foto do autor Ubiratan Jorge Iorio
Ubiratan Jorge Iorio
publicidade
publicidade