Confira o resumo que a OESTE.IA, a IA da Revista Oeste, fez pra você
A Polícia Federal apreendeu planilhas com R$ 29,3 milhões associadas a políticos com Adilson Coutinho Filho, conhecido como Adilsinho, durante sua prisão em fevereiro em Cabo Frio (RJ). Ele é suspeito de liderar um esquema de contrabando de cigarros e de infiltração em estruturas do poder público fluminense. A decisão do ministro Alexandre de Moraes, do STF, menciona essas planilhas na investigação da Operação Unha e Carne, que busca evidências de financiamento político irregular.
Planilhas apreendidas pela Polícia Federal (PF) com o bicheiro Adilson Coutinho Filho, conhecido como Adilsinho, registram R$ 29,3 milhões associados a nomes de políticos. A polícia encontrou os documentos em fevereiro, durante a prisão do investigado em Cabo Frio (RJ), e eles passaram a integrar a apuração que a corporação conduz.
Segundo a PF, Adilsinho integra a cúpula da contravenção ligada ao jogo do bicho e lideraria um esquema milionário de falsificação e distribuição clandestina de cigarros no Rio de Janeiro.
Receba nossas atualizações

A decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), cita os documentos. O despacho autorizou uma nova prisão do investigado na quinta fase da Operação Unha e Carne, que a Polícia Federal deflagrou em 2 de julho.
PF apura suposta relação entre organização criminosa e políticos
De acordo com a investigação, as planilhas reforçam a hipótese de infiltração da organização criminosa em estruturas do poder público fluminense.
Em um dos documentos, identificado como “Planilha 1”, aparecem nomes de candidatos e agentes políticos acompanhados de valores. Conforme a decisão de Moraes, a Polícia Federal ainda analisa o material.
O ministro registra que a lista reúne políticos de diferentes grupos e níveis de atuação. A decisão, no entanto, não divulga a identidade das pessoas citadas.
Para os investigadores, os registros podem indicar a circulação de recursos destinados ao financiamento político, formal ou informal, por estruturas ligadas ao grupo investigado.
Além das planilhas, a PF afirma ter identificado uma rede de empresas supostamente utilizada para lavagem de dinheiro e manutenção de relações com agentes políticos.
Entre elas estão gráficas que receberam recursos de campanhas eleitorais nas últimas eleições. Conforme a investigação, essas empresas receberam cerca de R$ 18 milhões em contratos de campanhas. O ex-governador Cláudio Castro é citado na decisão de Alexandre de Moraes.
A decisão também menciona outras duas planilhas que, segundo a Polícia Federal, funcionariam como uma contabilidade paralela. Os documentos registrariam repasses em dinheiro e transações bancárias sob suspeita de terem como destino agentes políticos. Nessas duas planilhas, os valores somam cerca de R$ 7,4 milhões.
+ Entenda como funciona a política brasileira com o guia da Oeste
Entre ou assine para enviar um comentário.
Você precisa de uma assinatura válida para enviar um comentário, faça um upgrade aqui.