publicidade
Política

CCJ vota fim da aposentadoria compulsória como punição

Comissão avalia proposta que troca o benefício pela perda definitiva do cargo em casos de crimes ou faltas graves

Reunião da Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) do Senado | Foto: Saulo Cruz/Agência Senado
Reunião da Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania do Senado | Foto: Saulo Cruz/Agência Senado

A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) analisa nesta quarta-feira, 8, o fim da aposentadoria compulsória para autoridades que cometem crimes. O texto retira esse “privilégio” de juízes, militares e integrantes do Ministério Público. A proposta estabelece que a punição máxima para faltas graves deve ser a demissão, sem o recebimento de salários nem benefícios.

+ Leia mais notícias de Política em Oeste

Receba nossas atualizações

O projeto barra também a chamada “morte ficta” nas Forças Armadas. Atualmente, o militar expulso ou demitido permite que sua família receba pensão como se ele tivesse morrido. Se a mudança passar, a expulsão encerra qualquer vínculo financeiro ou transferência para a reserva com ganhos.

O papel de Flávio Dino

O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), apresentou a matéria em fevereiro de 2024, quando ainda ocupava uma cadeira no Senado. Hoje no STF, Dino atua como relator de ações sobre o tema e já derrubou decisões que mantinham magistrados aposentados com dinheiro público quando cometiam irregularidades. Para o ministro, a perda do cargo é a única forma de aplicar uma punição real.

A senadora Eliziane Gama (PSD-MA) relatou a proposta na CCJ e manteve o texto original. Ela diz que a regra atual desmoraliza o serviço público e gera desconfiança na população. O parecer da senadora busca evitar que autoridades condenadas continuem vinculadas ao Estado e recebam dinheiro dos pagadores de impostos.

Fim da desconfiança

O relatório de Eliziane Gama reforça o fato de que manter o pagamento para quem pratica “atos desabonadores” prejudica a imagem das instituições. A ideia é alinhar a punição dessas castas ao que já acontece com o restante do funcionalismo e da iniciativa privada.

Depois de passar pela comissão, o texto precisa ser votado no plenário do Senado e na Câmara para alterar a Constituição. A expectativa é que o colegiado aprove a medida para acabar com a sensação de impunidade que cerca as carreiras jurídicas e militares.

Leia também: “Ministro do STJ declara impedimento em processos do Master”

Confira

Leia mais sobre:

1 comentário
  1. Marcelo DANTON Silva
    Marcelo DANTON Silva

    Só nos países latinos nós vemos tamanha perversões!
    No BOSTIL em questão…a nojeira é intankável!
    País NOJENTO!
    E ninguém se indigna com essas coisa e muitas outras mais aberrantes ainda.
    Essas patifarias perduraram por DÉCADAS e até Séculos nessa maldição de terra esquecida por Deus ..carente de gente honesta e BRAVA!
    SIGILO de 8 anos do banco master só para não pegar os milhões que a família Moraes e outros do stf colocaram lá …
    NARCOESTADO Terrorista e Pedófilo BOSTIL til til

Canal Oeste
Nossos colunistas
Foto do autor J. R. Guzzo (diretor perpétuo)
J. R. Guzzo (diretor perpétuo)
Foto do autor Augusto Nunes
Augusto Nunes
Foto do autor Ana Paula Henkel
Ana Paula Henkel
Foto do autor Guilherme Fiuza
Guilherme Fiuza
Foto do autor Rodrigo Constantino
Rodrigo Constantino
Foto do autor Alexandre Garcia
Alexandre Garcia
Foto do autor Antonio Cabrera
Antonio Cabrera
Foto do autor Eugênio Esber
Eugênio Esber
Foto do autor Evaristo de Miranda
Evaristo de Miranda
Foto do autor Flávio Gordon
Flávio Gordon
Foto do autor Roberto Motta
Roberto Motta
Foto do autor Miriam Sanger
Miriam Sanger
Foto do autor Adalberto Piotto
Adalberto Piotto
Foto do autor Frank Furedi, da Spiked
Frank Furedi, da Spiked
Foto do autor Jeffrey A. Tucker.
Jeffrey A. Tucker.
Foto do autor Theodore Dalrymple
Theodore Dalrymple
Foto do autor Flavio Morgenstern
Flavio Morgenstern
Foto do autor Ubiratan Jorge Iorio
Ubiratan Jorge Iorio
publicidade
publicidade