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Política

Castro diz a Moraes que ação no RJ foi 'proporcional' contra o CV

Governador do Estado entregou ao ministro do STF, nesta segunda-feira, 3, um relatório detalhado da megaoperação

Ministro Alexandre de Moraes e Cláudio Castro em audiências com autoridades do Rio de Janeiro sobre a ADPF 635 - 03/11/2025
Ministro Alexandre de Moraes e Cláudio Castro em audiências com autoridades do Rio de Janeiro sobre a ADPF 635 - 03/11/2025 | Foto: Gustavo Moreno/STF

Nesta segunda-feira, 3, o governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro, afirmou ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que a megaoperação contra o Comando Vermelho no Rio de Janeiro, na semana passada, seguiu rigorosamente as normas definidas pela Corte na ADPF das Favelas. O político entregou um documento que detalha toda a ação ao magistrado.

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Castro garantiu que o planejamento teve supervisão judicial e participação do Ministério Público, com foco em áreas não residenciais, longe de escolas, e utilização proporcional de força. O governador destacou que o grupo criminoso organizou uma resposta imediata e coordenada depois da intervenção, de modo a intimidar e enfrentar o poder público.

Reação criminosa e preparação policial

Na reação à operação, de acordo com Castro, cerca de 500 integrantes da facção demonstraram alto poder de fogo e métodos com potencial letal. Isso teria justificado o nível de força empregado pelas forças policiais. O planejamento envolveu cerca de 60 dias de reuniões técnicas entre as Polícias Civil e Militar.

As investigações que antecederam a operação tiveram duração aproximada de um ano. Elas incluíram quebra de sigilos telefônicos, análise de dados em nuvem e cumprimento de mandados de busca e apreensão. O apoio veio de setores de inteligência, Ministério Público e colaboração com outros Estados, como o Pará.

Questionamentos do STF e resposta do governo

Fachada do Supremo Tribunal Federal (STF), em Brasília, em alusão à matéria sobre os PMs que aguardam julgamento na Corte
Fachada do Supremo Tribunal Federal (STF), em Brasília | Foto: Wallace Martins/STF

No relatório, de 26 páginas, Castro respondeu aos questionamentos do STF sobre a força utilizada, a quantidade de agentes, a identificação das equipes, os armamentos, o número de mortos, feridos e presos, além de medidas para evitar abusos e violações de direitos humanos.

O governador contextualizou a dimensão e as práticas da facção criminosa, a qual classificou como comparável a organizações narcoterroristas internacionais. Ele afirmou que a ação não foi comum, pois enfrentou uma estrutura armada e resistente à intervenção estatal.

Leia mais: “Narcoestado”, artigo de Silvio Navarro publicado na Edição 294 da Revista Oeste

Segundo Castro, disputas territoriais entre o Comando Vermelho e rivais alimentaram uma corrida por armas pesadas, como fuzis de guerra e explosivos. Além disso, o histórico da facção reforça uma ideologia de confronto ao Estado e a violência contra forças de segurança.

Encontro entre Moraes e Castro e próximos passos

Nesta segunda-feira, 3, Moraes e Castro se encontraram no Centro Integrado de Comando e Controle, no centro da cidade, para discutir a megaoperação. A reunião, iniciada às 11h30, teve duração de duas horas e meia. Segundo fontes presentes, não houve exibição de vídeos da ação, apesar da intenção de Castro.

Leia também: “Territórios sequestrados”, reportagem de Isabela Jordão e Uiliam Grizafis publicada na Edição 294 da Revista Oeste

Durante a visita técnica, Moraes conheceu a sala de inteligência e o sistema de câmeras portáteis da Polícia Militar. “Conversamos sobre o projeto de retomada que está em fase de organização pelo CNMP e demos ao ministro total possibilidade de tirar todas as dúvidas sobre a política de segurança do Rio de Janeiro e os desafios do combate ao crime”, afirmou Castro, por meio de nota divulgada pela assessoria de imprensa.

4 comentários
  1. Carlos Soares
    Carlos Soares

    O semblante do governador demonstra o que ele considerou essa “visita” do imperador chefe.
    O Shãndãun achou que iria impor sua “autoridade”, mas só ouviu e viu o que foi uma ação planejada com critério e que levou a um resultado positivo.
    Agora o governador será cassado, em mais uma vingança do sistema.

  2. Paulo Miranda
    Paulo Miranda

    Governador Cláudio Castro, manda esse careca projeto de ditador nazista àquele lugar!… Não se esqueça de que o careca é sancionado pela Lei Magnitsky Global, ou seja, um criminoso violador de direitos humanos.

    1. Carlos Soares
      Carlos Soares

      Infelizmente a Lei Magnitsky só atingirá o punido com relação aos Estados Unidos e empresas que operem com o país.
      Ele deve estar usando alguma conta de cartão corporativo. Espero que haja outras consequências contra ele.

  3. Georgina Costa de Oliveira Silva
    Georgina Costa de Oliveira Silva

    Nosso total apoio ao Governador Cláudio Castro !!!

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