Nesta segunda-feira, 29, o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), rejeitou um recurso da deputada licenciada Carla Zambelli (PL-SP).
Embora tenha recuperado o acesso às redes sociais, a parlamentar segue proibida de publicar ou compartilhar conteúdos considerados como “desinformação ou discurso de ódio”, sob pena de multa diária de R$ 20 mil.
Receba nossas atualizações
Nos embargos de declaração, Carla alegou que a decisão do juiz do STF, que devolveu seus perfis, é “omissa” e “obscura”, por não indicar de forma clara quais postagens deveriam ser removidas e quais conteúdos futuros estariam vedados.
A parlamentar também sustentou haver “erro material”, em virtude de “falta de clareza” na definição do que seria ofensivo ao Judiciário. Moraes, porém, refutou as alegações e afirmou: “Não merecem guarida os aclaratórios que, a pretexto de sanar omissões da decisão embargada, reproduzem mero inconformismo com o desfecho do julgamento”. “Ao contrário do que quer fazer crer a embargante, a decisão impugnada indicou, de maneira clara e objetiva, quais perfis/canais/contas relacionadas à embargante foram desbloqueados, apontando, ainda, os respectivos links”, acrescentou Moraes.
STF condena Carla Zambelli

Em maio, a 1ª Turma do STF condenou Carla e o hacker Walter Delgatti Neto por 13 invasões dos sistemas do Conselho Nacional de Justiça e pela inserção de 16 documentos falsos.
A deputada recebeu pena de dez anos de prisão, multa de 200 dias-multa, indenização de R$ 2 milhões e teve decretada a perda de seu mandato parlamentar.
Leia também: “A crise veste toga”, artigo publicado na Edição 289 da Revista Oeste
Entre ou assine para enviar um comentário.
Você precisa de uma assinatura válida para enviar um comentário, faça um upgrade aqui.