O delegado-geral da Polícia Civil de Santa Catarina, Ulisses Gabriel, decidiu se afastar do comando da corporação para se dedicar à corrida eleitoral de 2026. Ele buscará uma vaga como deputado estadual pelo Partido Liberal (PL).
O afastamento ocorre depois de Ulisses ter seu nome nacionalmente citado no caso do cão Orelha.
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Desde 10 de janeiro de 2023 à frente da Polícia Civil catarinense, Ulisses deixa o posto depois de três anos de gestão. Natural de Turvo, no sul do Estado, o delegado ingressou na instituição em 2007 e já atuou em diversas unidades da corporação. A saída ocorre em um momento de intensa repercussão sobre sua atuação no caso Orelha.
Investigação sobre conduta do delegado no caso do cão Orelha
No começo do mês, o Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) abriu um procedimento para apurar a conduta de Ulisses durante as investigações do crime. A 40ª Promotoria de Justiça, responsável pelo controle externo da atividade policial, busca determinar se existem elementos para instaurar um inquérito civil, que pode resultar em medidas judiciais contra o delegado.
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A investigação começou depois do recebimento de diversas manifestações que questionavam a postura do delegado-geral no andamento das apurações. Conforme o MPSC, o objetivo é esclarecer possíveis abusos de autoridade, quebra de sigilo funcional e atos de improbidade administrativa. O foco está na suspeita de divulgação de informações restritas que poderiam ter gerado favorecimento indevido.
A repercussão do caso levou a Polícia Civil a reforçar as investigações. Um adolescente de 15 anos foi acusado de espancar o animal. Em 29 de janeiro, os agentes apreenderam celulares e roupas do menor no Aeroporto Hercílio Luz, em Florianópolis, quando voltava da Disney, nos Estados Unidos.
Polícia de Santa Catarina não apresentou provas
Contudo, a Polícia Civil não apresentou provas que incriminassem o menor. No relatório, que se encontra sob sigilo e ao qual Oeste teve acesso, os investigadores afirmam que analisaram mais de mil horas de gravação. No entanto, nenhuma das imagens mostra quando os adolescentes espancaram o cachorro.
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O MPSC identificou lacunas na apuração sobre a suposta participação dos adolescentes na morte de Orelha. O órgão concluiu que há necessidade de mais esclarecimentos e maior precisão na reconstrução dos fatos.
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