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Política

Camilo Santana nega que governo Lula usa Pé-de-Meia com fins eleitorais

Ministro da Educação defende programa e diz que evasão escolar caiu pela metade com repasses condicionados à frequência

Camilo Santana
Camilo Santana, ministro da Educação do Brasil | Foto: Reprodução/José Cruz/Agência Brasil

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva quer levar o programa Pé-de-Meia a todos os estudantes do ensino médio da rede pública em 2026. A meta permanece em pé, mesmo com as restrições no Orçamento. A informação foi confirmada pelo ministro da Educação, Camilo Santana, em entrevista à BBC News Brasil.

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Lançado em 2024, o programa oferece repasses mensais e anuais a alunos de baixa renda, desde que frequentem as aulas e avancem nos estudos. O custo atual gira em torno de R$ 12 bilhões ao ano.

Para atingir todos os 6,5 milhões de estudantes da rede pública, o governo calcula que serão necessários pelo menos R$ 5 bilhões extras. Os valores finais ainda estão em estudo.

Santana diz que programa não é eleitoreiro nem renda garantida

Interpelado se há relação entre a expansão do programa e o calendário eleitoral de 2026, Santana negou qualquer vínculo. Segundo ele, o Pé-de-Meia se insere em um conjunto maior de políticas educacionais e não funciona como transferência de renda direta.

“A oposição faz essa crítica, mas, no governo passado, por exemplo, deixaram abandonadas quase 6 mil obras paralisadas da educação básica”, disse o ministro à BBC News Brasil. “Nós estamos entregando agora, devolvendo as oportunidades para essa meninada. E, como eu falei, o Pé-de-Meia não é um programa de transferência de dinheiro. Você pode observar que tem aluno que é suspenso a transferência.”

Hoje, apenas estudantes registrados no CadÚnico têm acesso ao benefício. O sistema prevê R$ 200 mensais, liberados conforme a presença mínima de 80%.

Quem conclui o ano letivo recebe mais R$ 1 mil, mas o valor só pode ser sacado ao final do ensino médio. Aqueles que fazem o Enem ganham mais R$ 200. No total, o incentivo pode chegar a R$ 9,2 mil por aluno.

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Conforme o ministro, dados preliminares mostram que o programa já reduziu em 50% o abandono escolar. Ele citou informações internas da plataforma Gestão Presente, mas o governo ainda não publicou os números oficialmente.

Santana também respondeu às críticas de que o programa desvia recursos de outras áreas da educação. Segundo ele, o Ministério da Educação investiu quase R$ 2 bilhões em alfabetização e mais de R$ 4 bilhões em escolas de tempo integral.

2 comentários
  1. IVAN SEVERO DA SILVA
    IVAN SEVERO DA SILVA

    Dinheiro não mão de crianças , em troca de votos

  2. Augusto de Resende Filho
    Augusto de Resende Filho

    De jeito nenhum, são fins missionários.

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