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Política

Bolsonaro alerta para impacto do aumento do IOF sobre os mais pobres

Ex-presidente diz que medida encarece o crédito e prejudica o consumo

Jair Bolsonaro
Ex-presidente Jair Bolsonaro | Foto: Campanato/Agência Brasil

O ex-presidente Jair Bolsonaro se manifestou, por meio de publicações em sua conta oficial na rede social X nesta quarta-feira, 28, contra o aumento do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) promovido pelo governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Nos textos, Bolsonaro argumenta que a medida afeta diretamente a população de baixa renda e pode agravar problemas econômicos como desemprego, aumento do custo de vida e retração nos investimentos.

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Bolsonaro introduz o tema com uma explicação sobre a natureza do tributo. “O Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) é um tributo federal brasileiro que incide sobre operações de crédito, câmbio, seguros e operações relativas a títulos ou valores mobiliários”, discorre.

Ele destaca ainda que o imposto representa “parte de gigantesca fonte de arrecadação do governo” e que, quando elevado, possui “reflexos amplos” e atinge “de forma proporcional” os mais pobres.

A crítica central recai sobre o impacto do IOF no custo do crédito, especialmente para a população que utiliza empréstimos pessoais, financiamentos e o rotativo do cartão de crédito. “Isso afeta especialmente a população de baixa renda, que muitas vezes depende desses instrumentos para lidar com imprevistos ou complementar o orçamento mensal.”

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Com isso, segundo o ex-presidente, os juros se elevam e dificultam o acesso a bens e serviços essenciais, como saúde e educação privada, além de comprometer “investimentos produtivos de pequenos empreendedores”.

Outro ponto abordado é o chamado “repasse de custos por empresas”. De acordo com Bolsonaro, empresas que realizam operações financeiras também são afetadas e repassam o encarecimento aos consumidores.

Bolsonaro denuncia impacto indireto no bolso do consumidor

“Como forma de compensar, muitas repassam esses custos aos consumidores por meio do aumento de preços de produtos e serviços”, explica. Esse efeito, afirma, se traduz em uma pressão inflacionária indireta, o que atinge principalmente quem destina maior parte da renda ao consumo básico.

Bolsonaro também relaciona o aumento do IOF ao encarecimento de operações de câmbio, como compra de moeda estrangeira e uso de cartões no exterior. “Mesmo que isso pareça atingir apenas quem viaja ou compra do exterior, há efeitos indiretos mais amplos.”

Ele menciona especificamente combustíveis e produtos importados como eletrônicos e alimentos, que podem sofrer elevação de preços e impactar a cadeia produtiva e o custo de vida no país. Na conclusão do texto, o ex-presidente afirma que “o aumento do IOF tem reflexos que vão além da simples arrecadação fiscal”.

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Para ele, a medida “contribui para o encarecimento do crédito, pressiona os preços dos produtos e serviços, amplia as desigualdades econômicas e penaliza de maneira mais severa justamente quem mais depende de crédito e serviços essenciais: a população de baixa renda”.

Em uma segunda publicação, mais curta, Bolsonaro reafirma sua oposição à medida e afirma que o tema é discutido com o partido ao qual é filiado. “Em diálogo com as lideranças do PL, estamos convictos de que o Brasil não suporta mais aumentos de impostos.”

Ele ainda prevê que a medida “encarecerá o crédito, reduzirá os investimentos e aumentará o desemprego”, além de afetar “milhões de empreendedores do Simples Nacional, tornando ainda mais difícil a vida do pequeno empresário”.

Na última sexta-feira, 23, o Ministério da Fazenda recuou da decisão que aumentaria o IOF em aplicações realizadas por brasileiros no exterior. A proposta previa a cobrança de 3,5% de IOF sobre transferências para contas externas destinadas a investimentos. Com a revogação, a alíquota volta ao patamar anterior de 1,1%.

Leia também: “Togas fora da lei”, artigo de Augusto Nunes publicado na Edição 245 da Revista Oeste

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