A discussão sobre a PEC do Fim da Escala 6×1 deve ganhar espaço de discussão na Câmara dos Deputados com o fim do recesso legislativo, previsto para 3 de fevereiro. A deputada Bia Kicis (PL-DF), no entanto, analisa que a pauta não deve avançar neste ano, em decorrência da falta de diálogo.
Em jantar promovido pela Frente Parlamentar pelo Livre Mercado (FPLM), Bia Kicis disse que a discussão sobre a jornada de trabalho é legítima e envolve um problema real no Brasil, sobretudo na rotina de desgaste físico do trabalhador.
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“O trabalhador perde horas, às vezes, no transporte desumano”, afirmou. “A redução da jornada traz benefícios para o trabalhador: questão de saúde, questão de lazer, mais tempo com a família. Uma série de coisas.”
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Ao mesmo tempo, a parlamentar defendeu a ideia de que o tema não pode ser tratado apenas pela ótica do empregado, sob risco de produzir efeitos colaterais e que uma mudança brusca pode pressionar empresas e reduzir vagas.
“A gente tem que olhar para o empregador também e ver o que isso pode trazer, porque às vezes você mira numa coisa e atinge outra”, analisou. “Você mira em benefícios para o trabalhador e pode fechar portas de trabalho, empregos. As empresas no Brasil vivem uma situação caótica, já tem um monte de empresa fechando.”
Bia Kicis fala em “forte resistência” à pauta
Na avaliação de Bia Kicis, o formato da discussão é parte do impasse. Em vez de uma alteração nacional e rígida por lei, ela defendeu soluções negociadas conforme a realidade econômica de cada região.
“Esse tipo de coisa seria muito melhor se fosse feito por acordos coletivos, porque nós temos um Brasil desigual”, argumentou. “Em determinada região do país, uma redução da jornada cairia muito bem. Já em outra, pode trazer mais malefícios.”
A deputada também criticou o que considera falta de flexibilidade no modelo trabalhista brasileiro. “A gente está apegado à legislação trabalhista, uma coisa pouco flexível, quando você vê modelos de outros países muito mais flexíveis”, disse, defendendo maior espaço para negociações entre sindicatos, entidades e representantes de categoria.
“Eu acho que talvez isso seja um tema que demande mais debate e que não consiga ser aprovado fácil”, afirmou. “Tem muita resistência. E eu acho que, por meio do debate, talvez a gente consiga achar uma solução que traga o mínimo de malefícios e problemas e o máximo de benefícios.”






































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