A sessão da manhã desta quinta-feira, 25, da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) foi marcada por uma série de episódios. Houve um bate-boca, que levou à suspensão temporária da reunião. Além disso, o discurso do “Careca do INSS” teve atrito direto com o relator do colegiado, deputado federal Alfredo Gaspar (União-AL).
Antes da pausa para sessão, a CPMI do INSS aprovou o requerimento que pede a prisão preventiva do advogado Nelson Wilians. Além disso, o colegiado apresentou um projeto para novas regras em CPIs e iniciou o depoimento do empresário — que fez um discurso inicial, mas manteve-se em silêncio diante das interpelações de Gaspar.
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Confira, abaixo, os principais pontos da CPMI do INSS nesta manhã:
— Requerimentos
Logo no início, a CPMI do INSS aprovou dois requerimentos que miram o advogado Nelson Wilians, acusado de ligação com o esquema de descontos ilegais em benefícios de aposentados. Os parlamentares votaram pela quebra de seus sigilos fiscal e bancário e pelo envio ao Supremo Tribunal Federal (STF) de um pedido de prisão preventiva.
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O colegiado também apresentou uma minuta de projeto que pretende definir novas regras para convocações em CPIs. O texto prevê que apenas decisão colegiada do STF poderá desobrigar investigados de comparecerem a depoimentos.

— Discurso do “Careca do INSS”
Na sequência, foi aberto o depoimento de Antônio Carlos Camilo Antunes, o “Careca do INSS”. O empresário começou sua fala ao afirmar ser vítima de uma “narrativa fantasiosa” e negar participação em fraudes contra aposentados.
“Sempre acreditei que a verdade, sustentada em fatos e documentos, seria suficiente para afastar a mentira, a inveja e a calúnia que vêm sendo disseminadas desde o início desta investigação”, disse.
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Em sua fala inicial, Antunes atacou a decisão de sua prisão preventiva, que classificou como baseada em “informações mentirosas”. Também rejeitou o apelido pelo qual ficou conhecido: “Jamais fui esse personagem fictício, o chamado ‘Careca do INSS’.”

— Atrito com relator
Apesar de afirmar que responderia às perguntas dos parlamentares, o “Careca do INSS” deixou claro que não aceitaria as interpelações do relator. “O relator já me julgou e condenou sem sequer me ouvir”, afirmou o empresário. “Por isso não responderei às suas perguntas.”
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Gaspar reagiu. O relator da comissão chamou a postura do empresário de “arrogante e prepotente”. Além disso, o deputado declarou que o depoente logo teria de “enfrentar a cadeia”.

— Bate-boca
O clima esquentou quando o relator afirmou que Antônio Antunes era o “autor do maior roubo contra aposentados e pensionistas”. A declaração provocou a reação do advogado de defesa, Cleber Lopes, que discutiu com o parlamentar e, em seguida, com o deputado Zé Trovão (PL-SC). O embate levou à suspensão temporária da sessão pelo presidente interino dos trabalhos, deputado Duarte Jr. (PSB-MA).
— Pausa e retorno da sessão
Depois de embates e discursos, a comissão fez uma pausa de cerca de uma hora, retornando em uma hora para prosseguir com a oitiva do “Careca do INSS” na CPMI.
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Lula cadê o seu irmão ?
Já dizia o ditado “Advogado que defende bandido, bandido é” ….
enfia esse careca na cadeia