Durante um evento no Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Ciesp), nesta terça-feira, 7, o ministro Luís Roberto Barroso reconheceu a força política do ex-presidente Jair Bolsonaro e afirmou que o protagonismo do Supremo Tribunal Federal (STF) é excessivo.
“Reconheço, o próprio Supremo reconhece que é excessivo, mas (ele) decorre de um modelo constitucional e de uma provocação que vem da política”, afirmou Barroso. “Nenhum Poder pode ser hegemônico numa República´, e, portanto, tudo tem a medida certa.”
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Apesar da crítica, Barroso ressaltou que o protagonismo do tribunal garantiu a estabilidade democrática nos últimos 37 anos.
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Outro ponto abordado foi a exposição dos ministros graças à TV Justiça, que, segundo Barroso, proporciona visibilidade inédita em comparação com Cortes constitucionais de outros países.
O ministro explicou que, nas sessões transmitidas, os magistrados dirigem os votos tanto aos colegas quanto à sociedade que acompanha o julgamento, facilitando a compreensão das decisões.
Além do papel do STF, o seminário tratou da judicialização e do balanço da gestão de Barroso à frente da Corte e do CNJ entre 2023 e 2025, período sucedido por Edson Fachin há uma semana.
Barroso critica penas do 8/1
Ao comentar as sentenças referentes aos atos do 8 de janeiro de 2023, o ministro avaliou que algumas penas, especialmente para os supostos executores dos atos, ficaram elevadas.
“Eu concordo que algumas penas, sobretudo a dos executores que não eram mentores, ficaram elevadas, eu mesmo apliquei penas menores”, disse Barroso. “Desde o começo apliquei penas menores, me manifestei antes do julgamento do ex-presidente (Jair Bolsonaro), que considerava bastante razoável a redução das penas para não deixar acumular Golpe de Estado e abolição violenta do Estado de Direito, e faria com que todas essas pessoas saíssem em dois anos, dois anos e pouco, acho que estava de bom tamanho.”
Ministro reconhece “mal-estar” com julgamento de Bolsonaro
Sobre o julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro, Barroso disse que o STF não poderia se furtar à responsabilidade de analisar o caso.
“É um julgamento que continua a causar um certo mal-estar no país, porque o ex-presidente perdeu as eleições, mas teve 49% dos votos, portanto tinha muito apoio na sociedade, a gente não pode ignorar e, evidentemente, a gente não pode deixar de julgar”, afirmou o ministro.
Leia também: “A Corte na berlinda”, artigo de Alexandre Garcia publicado na Edição 290 da Revista Oeste








































Não li direito. 49 % ? É isso mesmo?
O apartamento dele nos EUA está cheio de ratos.
Depois que o estupro foi cometido Ministro, não adianta pedir desculpas. A história é feita de fatos, e não de narrativas. Daqui a algumas décadas a verdade prevalecerá.
Ministro a sua administração foi desastrosa levou o país ao caos. O tal protagonismo que o senhor afirma, destruiu aa nossas liberdades e consequentemente a democracia que tanto diz defender.
O STF foi o protagonista da “farsa do golpe” para perseguir opositores (jogá-los na cadeia, sem o devido processo legal) , Compete ao STF cumprir a Constituição e não rasgá-la como fizeram.
Os manifestantes do 8 de janeiro deveriam ser julgados na 1a. Instância, mas tudo foi arquitetado, sumiram com as imagens, plano escudo não foi implementado, e enganaram o povo, os trataram como criminosos de grande periculosidade , quando os verdadeiros o STF liberta. (corruptos)
A lei Magnistky é pouco por todo sofrimento e injustiças que os manifestantes foram submetidos. Não sou favorável a destruição de patrimônio público, mas a justiça tem que ser JUSTA, imparcial..
DISSIMULADO….TÁ FAZENDO MÉDIA,SABE QUE PODE VIR MERDA PRA ELE AÍ PRA DIANTE,PRINCIPALMENTE A LEI MAGNITISKY. “DERROTAMOS O BOLSONARISMO”, “PERDEU MANÉ”…… TAVA COSTUMADO COM A VIDA BOA EM MIAMI,ACABOU!
H I P Ó C R I T A !
Quando fala do equilíbrio do poder, parece que estava justificando o esforço realizado para reduzir o poder do Bolsonarismo. Me parece que isso é o que foi realmente feito desde 2019.
Barroso ,um pobre miserável