O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, afirmou a ministros do Superior Tribunal de Justiça (STJ) que o ex-presidente da Corte Luís Roberto Barroso deve antecipar sua saída do Supremo. As informações são do jornal O Globo.
De acordo com o veículo, Fachin teria dito, em conversa reservada nesta segunda-feira, 6, que pediu a Barroso para permanecer no cargo. “É uma pena para o Judiciário”, afirmou, ao lamentar a provável saída do ministro.
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A declaração ocorreu durante uma visita institucional ao STJ, que reuniu cerca de 20 ministros. O encontro faz parte de uma série de compromissos que Fachin pretende cumprir em outros Tribunais Superiores.
Um dos ministros presentes afirmou ao O Globo que “Barroso apresenta sinais trocados” e continuou: “O que pesa mais é sair da presidência do Supremo. De Shangri-la para a planície”.
Declarações recentes de Barroso
Em evento em Salvador (BA), Barroso disse que “a vida é feita de muitos ciclos” e que é preciso “saber a hora de entrar e a hora de sair”. Ele participou do XVII Encontro do Conselho de Presidentes dos Tribunais de Justiça do Brasil. “Eu comecei a minha carreira no Supremo aqui e, de certa forma, estou terminando aqui”, afirmou, na ocasião.
Aos 67 anos, Barroso poderia permanecer no Supremo até 2033, quando completará 75 anos e se aposentará compulsoriamente. Ele havia sinalizado a assessores que ficaria no cargo ao menos até o início de 2026, mas as declarações recentes aumentaram as especulações sobre uma saída antecipada.
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Os planos do ministro para as próximas semanas incluem uma viagem à Europa, onde participará de um retiro espiritual do grupo indiano Brahma Kumaris. “Barroso vai decidir sobre a aposentadoria levando em conta o lado pessoal e o institucional”, disse um interlocutor. “Se o momento for de normalidade institucional, ele vai decidir só com base no lado pessoal.”
Segundo outro colega, o ministro tem manifestado vontade de deixar o tribunal caso entenda que isso não causará prejuízo à Corte. “Já comentou com os colegas que tem a tendência de querer sair”, afirmou ao veículo.
Um fato que pesou foram as sanções impostas pelos Estados Unidos a Barroso e família. Segundo um interlocutor afirmou ao jornal, a revogação do visto e outras medidas atingiram em cheio a vida do ministro. “O filho teve que abandonar casa e emprego em Miami”, disse. “Barroso não pode mais dar aulas em Harvard. Toda a vida deles era americana.”
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ENTÃO O TRUMP PÔS O ILUMINADO PARA CORRER? KKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKK